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ICNF já tem nova direção

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Governo compõe novo conselho diretivo do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) com “prata da casa” mais ligada às florestas

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

O Instituto da Conservação da Natureza e Florestas já tem novo conselho diretivo, constituido maioritariamente por homens ligados ao sector das floresas.

Rogério Rodrigues, atual adjunto do secretário de Estado das Florestas e ex-diretor do Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Norte, será o presidente da direção que tutela o conjunto de áreas protegidas que abrangem um quarto do território português.

Como vogais (vindos da anterior direção) mantêm-se Paulo Salsa e Sofia Castel-Branco da Silveira. O primeiro chefiara antes a Divisão de Contabilidade e Orçamento do ICNF e passara pela Autoridade Florestal Nacional (AFN) até ser nomeado para a direção no início deste ano. A segunda estava no conselho diretivo do ICNF desde 2012, instituto para o qual trabalhava como técnica desde a criação do Serviço Nacional de Parques e Conservação da Natureza, em 1989.

Sofia da Silveira é, aliás, a única dos quatro que está mais ligada às questões da biodiversidade, já que o quarto elemento agora escolhido, Rui Pombo, também está mais ligado às florestas, tendo ultimamente chefiado a divisão operacional de fiscalização das áreas protegidas da Região de Lisboa e Vale do Tejo.

Os nomes foram confirmado ao Expresso pela secretaria de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural.

Ambientalistas na "expectativa"

"Expectante" perante este novo quarteto mostra-se Francisco Ferreira, dirigente da associação ambientalista Zero. E sublinha: "Apesar do pendor mais ligado às florestas, é importante que esta dupla tutela do ICNF não falhe nas respostas aos compromissos nacionais na área da conservação da natureza à escala nacional".

Por seu lado, João Branco, presidente da Quercus, mostra-se mais otimista, "por conhecer Rogério Rodrigues como um bom profissional e uma pessoa expedita". E "esperando não" se "enganar", lembra que "é muito importante haver gente expedita para que os assuntos importantes do ICNF sejam tratados e não aconteça como até aqui que não saíam do sítio".