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Estamos sempre a pensar si. Será que sabe que nós existimos?

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Justin Sullivan / Getty Images

Passamos o dia atrás do computador a informá-lo no Facebook, no Twitter e no Google Plus. Esta quinta-feira celebrou-se o Dia Mundial das Redes Sociais e nós – os gestores de redes sociais do grupo Impresa –decidimos escrever-lhe um texto, que também é uma declaração de amor: do nosso trabalho para si

Soraia Pires, Flávia Tomé e Martim Neto Mariano

Acaba de ser publicada mais uma notícia num dos sites geridos pela equipa de redes sociais da Impresa – e a mesma tem de ir para as redes sociais. A reação tem de ser rápida: copy pensado, primeiro segue para o Facebook, logo a seguir para o Twitter e para o Google Plus. Olhamos para o ecrã, no lado esquerdo: os números começam a crescer. Nova notícia. O mesmo processo. Outra notícia. A mesma história. Não é um método difícil, qualquer pessoa consegue fazê-lo. Mas por trás disto está um trabalho invisível que muitas vezes passa despercebido.

É mais do que gerir uma página de Facebook (ou cinco no nosso caso, mas falaremos sobre isso mais à frente – primeiro, o nosso papel). É mais do que partilhar as notícias no Twitter. É perceber a dinâmica das redes sociais e o seu potencial. É perceber o que pode ir para o 'copy' ou o que é mais clicável. É ir além das dúvidas que nos atormentam todos os dias em relação ao que colocamos no 'copy' do Facebook, os receios de podermos ser parciais. Sim, temos muitas dúvidas, e queremos que o leitor saiba disso. O nosso objetivo é fazer com que as notícias partilhadas no redes sociais informem – e bem – os leitores. E, acima de tudo, que eles, que são a nossa prioridade, tenham uma boa experiência connosco. Queremos que se liguem à marca.

Nós, deste lado, temos de perceber para que marcas estamos a trabalhar e ter grande capacidade de trabalho. Temos de nos coordenar com a parte editorial das marcas para as quais trabalhamos e comunicar de forma eficaz com as comunidades que gerimos, refletindo sempre os valores das marcas e o tom com que as mesmas falam com o público. Somos, a par dos editores e coordenadores, o primeiro radar das notícias de última hora, a "ferramenta" de verificação da autenticidade da informação.

As nossas páginas de Facebook são uma extensão dos sites dos órgãos em que trabalhamos. E os propósitos os mesmos: também queremos dar as notícias de última hora no Facebook em primeira mão. E é por isso que precisamos de trabalhar com a mesma isenção e imparcialidade com que um jornalista escreve uma notícia.

Trabalhamos para cinco marcas de informação do grupo Impresa – Expresso, SIC Notícias, Visão, Blitz e Exame Informática. Cada uma tem um estatuto editorial e nichos diferentes. E tratamo-las de formas diferentes no Facebook, até porque o público alvo de cada marca é distinto. E, ao trabalhar para todos estes órgãos de informação, tiramos partido de todos os conteúdos das várias marcas, para dar o maior 'cardápio' possível de informação a cada leitor de cada marca. Por exemplo, um leitor da Exame Informática deverá gostar de ficar informado em relação ao último acontecimento político reportado pelo Expresso e um leitor do Expresso vai gostar de saber quais são as últimas informações sobre o mundo dos telemóveis.

Num mundo em que a informação sobrevive do impacto que tem nas redes sociais – e bem sabemos o quão complicado é chegar a todas as pessoas – o nosso trabalho é imprescindível, perdoe-se a imodéstia. Para informar, para ouvir a voz de quem está do outro lado do ecrã, para chegar mais rápido a quem nos lê. Atenção e responsabilidade. Aquilo que escrevemos no Facebook, o ‘copy’, é pensado ao pormenor. Queremos potenciar o alcance do post –estaríamos a mentir se não lhe contássemos esta parte – e informá-lo. Aquilo que escrevemos, as palavras que escolhemos e a forma como colocamos o texto na publicação têm de ser bem pensados – são estes ingredientes que fazem uma boa publicação.

Fazemos a diferença com o nosso trabalho? Sim, todos os dias. Porque, e tal como um estudo recente do Digital News revela – para nosso contentamento –, há cada vez mais pessoas a lerem notícias através de plataformas digitais, sendo a principal o Facebook. E isso é motivo de orgulho pelo que fazemos todos os dias. Fazemos a diferença quando uma reportagem multimédia (como a do jogador Vítor Baptista) é partilhada no Facebook e tem um alcance de meio milhão de pessoas. Conseguimos levar as notícias a pessoas que, de outra forma, não as leriam.

Não sabemos o que o futuro nos reserva. Há estudos que revelam que é uma profissão de futuro, a par de outras viradas para o mundo tecnológico. Há pessoas – como a vice-presidente do Facebook Nicola Mendelsohn – que acreditam que o texto naquela rede social vai acabar. Não sabemos se os robôs, daqui a uns anos, vão substituir-nos. Mas sabemos que há 10 anos ninguém diria que esta seria uma profissão de futuro e, por isso, não cremos que as redes sociais deixem de ser uma realidade nos próximos anos, décadas talvez. Poderá não ser o Facebook nem o Twitter. Poderá aparecer outra rede social ainda maior do que a gigante criada por Mark Zuckerberg. Mas, com certeza, estaremos por lá.