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Milhares de pessoas no Porto manifestaram-se pelos contratos de associação

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ESTELA SILVA / LUSA

Sob o mote “Contas à moda do Porto”, o movimento que defende a manutenção dos contratos de associação entre alguns colégios privados e o Estado português teve como objetivo mostrar aquilo que considera ser “as contas certas” em relação aos contratos de associação

A manifestação teve início às 11h30 na avenida 25 de Abril, na zona de Campanhã, no Porto. Milhares de pessoas saíram do local numa marcha de cinco quilómetros até à avenida dos Aliados. Foram milhares de pessoas que se manifestaram este domingo no Porto, um dia depois da marcha em defesa da escola pública que juntou em Lisboa, segundo a Fenprof, mais de 80 mil pessoas.

O protesto de este domingo organizado pelo Defesa da Escola Ponto terá reunido cerca de 12 mil pessoas, segundo garante o movimento ao jornal “Público”. Já os números da PSP são bastante inferiores, apontando para sete mil.

Sob o mote “Contas à moda do Porto”, o movimento que defende a manutenção dos contratos de associação entre alguns colégios privados e o Estado português teve como objetivo mostrar aquilo que considera ser “as contas certas” em relação aos contratos de associação.

O representante dos pais dos alunos de escolas privadas com contrato de associação, Luís Marinho, rejeita a ideia de que os contratos de associação constituem uma “duplicação de custos” para o Estado, sublinhando que estes permitem poupar ao Estado, por cada turma, 25 mil euros. É por isso que defende que o financiamento do Estado ao ensino privado nos últimos 16 anos (4,4 mil milhões de euros, segundo uma análise do economista Eugénio Rosa divulgada este domingo pela Frenprof) constituiu “um ótimo investimento para o país”, uma vez que permitiu uma poupança.

Matrículas à revelia

Luís Marinho fez este domingo um apelo às famílias que têm as suas crianças em escolas com contrato de associação: mais uma vez, disse-lhes que continuem a matricular os seus filhos nas mesmas escolas, se esse for o seu desejo, mesmo nos casos em que o Ministério da Educação impede a abertura de novas turmas em início de ciclo para o próximo ano letivo.

Recorde-se que o Governo irá deixar de financiar cerca de 370 turmas em início de ciclo, em 39 escolas que até 2015 recebiam os apoios financeiros do Estado para receberem alunos da rede pública e, nesse sentido, de forma gratuita.

Apesar desse apelo, os organizadores da manifestação garantem que o seu objetivo não é exaltar as escolas com contrato de associação em detrimento da escola pública. “Nós não estamos contra ninguém. Nós somos pela escola, seja pública ou privada”, declarou à Lusa Manuel Bento, do Núcleo Agregador Defesa da Escola.