Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Marcha em defesa da escola pública já começou em Lisboa

  • 333

Inácio Rosa/Lusa

A iniciativa, liderada pela Fenprof, foi convocada no final de maio, quando os colégios privados com contrato de associação se desdobravam em ações diárias para contestar a redução do número de turmas financiadas pelo Estado em estabelecimentos particulares, já a partir de setembro

Milhares de pessoas estão este sábado, no Marquês de Pombal, em Lisboa, pela Federação Nacional dos Professores, no arranque da Marcha em Defesa da Escola Pública, que a organização quer como "marcha da diversidade" e de "todas as cores".

"É uma marcha da diversidade. Não é uma marcha de uma cor só, é uma marcha de todas as cores, é uma marcha da diversidade e da democracia e, quando assim é, acho que vai ser uma festa em torno da escola pública, que bem merece que as pessoas a saúdem e que a defendam", afirmou à Lusa o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira.

A iniciativa, que tem na Fenprof um dos principais promotores e organizadores, foi convocada no final de maio, numa altura em que os colégios privados, com contrato de associação, se desdobravam em ações diárias para contestar a anunciada redução do número de turmas financiadas pelo Estado em estabelecimentos particulares, já a partir do próximo ano letivo.

Mário Nogueira sublinhou, no entanto, que esta "não é uma marcha contra ninguém, nem contra o ensino particular e cooperativo".

"É, pois, em defesa da escola pública de matriz democrática (de qualidade, para todos, inclusiva e gratuita) que muitos milhares de portugueses e portuguesas desfilarão [...] em Lisboa, unindo as suas vozes num só clamor", lê-se num comunicado divulgado pelos promotores da iniciativa.

A petição a pedir a defesa da escola pública, que a Fenprof entregou na Assembleia da República, e que teve entre os primeiros subscritores nomes como os músicos Sérgio Godinho, Fausto e Pedro Abrunhosa, o poeta Manuel Alegre, a autarca Helena Roseta, a historiadora Raquel Varela ou o catedrático Santana Castilho, reuniu mais de 71 mil assinaturas.

A Fenprof não quer, no entanto, comprometer-se com números sobre as expectativas de participação na marcha de hoje.

Há três comboios especiais organizados para trazer manifestantes do norte do país, e estão programados vários autocarros a partir de todas as capitais de distrito em direção a Lisboa.

Esta iniciativa recolhe o apoio de toda a esquerda parlamentar. Na passada semana o PS apelou, em comunicado, à participação na marcha. Entretanto, Bloco de Esquerda, PCP e PS anunciaram a sua presença no evento, com as confirmações de Catarina Martins, Jerónimo de Sousa e de uma delegação deputados socialistas.

A marcha tem início pelas 14:30, com uma concentração no Marquês de Pombal, onde a organização prevê ter algumas intervenções públicas, entre as quais a da ex-secretária de Estado Ana Benavente e do secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos.

O desfile segue depois pela Avenida da Liberdade até terminar no Rossio.