Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Mais de 80 mil pessoas na marcha em defesa da escola pública, diz a Fenprof

  • 333

Inácio Rosa / Lusa

“Escola pública é de todos, a privada é só de alguns”, “A educação é um direito, sem ela nada feito”, “Duplicar o financiamento é esbanjar o orçamento” e “Dinheiro do Estado não pode ir para o privado” foram algumas das palavras de ordem proferidas pelos manifestantes, que empunhavam cartazes alusivos ao tema da marcha

Mais de 80 mil pessoas participaram este sábado, em Lisboa, na marcha em defesa da escola pública, avançou o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), a principal promotora da iniciativa.

“Esta foi a maior manifestação de sempre em defesa da escola pública”, disse Mário Nogueira, no final do desfile que se realizou entre o Marquês de Pombal e o Rossio, e que contou com a participação de pais, alunos, professores, sindicalistas, políticos, reformados e ativistas de movimentos sociais, além de centenas de famílias.

Quando os primeiros manifestantes estavam a chegar ao Rossio, a cauda do desfile estava no Marquês de Pombal, verificou a agência Lusa no local. Os milhares de pessoas pretenderam mostrar com esta marcha que a escola pública é de qualidade, mas precisa de ter mais investimento.

“Escola pública é de todos, a privada é só de alguns”, “A educação é um direito, sem ela nada feito”, “Duplicar o financiamento é esbanjar o orçamento” e “Dinheiro do Estado não pode ir para o privado” foram algumas das palavras de ordem proferidas pelos manifestantes, que empunhavam cartazes alusivos ao tema da marcha.

Na intervenção inicial, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, salientou que esta iniciativa “não é uma marcha contra ninguém, nem contra os colégios privados, é uma iniciativa pela defesa da escola pública, que tem sido maltratada”. Mário Nogueira disse que o ensino público tem sofrido um desinvestimento nos últimos anos, sobretudo nos quatro anos de Governo PSD/CDS-PP.

A iniciativa foi convocada no final de maio, numa altura em que os colégios privados, com contrato de associação, se desdobravam em ações diárias para contestar a anunciada redução do número de turmas, em início de ciclo, financiadas pelo Estado em estabelecimentos particulares, já a partir do próximo ano letivo.