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Espião português fica em prisão domiciliária com pulseira eletrónica

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CONTRAESPIONAGEM. Frederico Carvalhão Gil, fotografado em Kiev, capital da Ucrânia, em 2007

Frederico Carvalhão Gil deixou esta tarde a prisão de alta segurança de Monsanto, segundo avança a RTP. O funcionário do SIS foi detido em Roma no passado dia 21, quando tentava vender informação confidencial a um espião russo

Frederico Carvalhão Gil vai ficar em prisão domiciliária, com pulseira eletrónica, depois de há uma semana o juiz de instrução Ivo Rosa ter decretado a prisão preventiva para o ex-espião, onde ficou até esta tarde. A informação está a ser avançada pela RTP.

O antigo funcionário do Sistema de Informações de Segurança (SIS) foi extraditado para Portugal depois de ter sido detido em Roma no passado dia 21, juntamente com o espião russo Sergey Nicolaevich Pozdnyakov, ao qual tentava vender documentos classificados da NATO. O agente do SIS e o espião russo foram detidos no decurso de uma operação relâmpago inédita, batizada com o nome 'Top Secret' e montada pela Polícia Judiciária juntamente com o SIS, o DCIAP e com o apoio das autoridades de Itália.

O Tribunal da Relação de Roma não hesitou em dar luz verde ao processo de extradição para Portugal do espião português de 57 anos que foi apanhado em flagrante na capital italiana. Indiciado por espionagem, violação de segredo de Estado, corrupção e branqueamento de capitais, Carvalhão Gil poderia ter recorrido para o Supremo Tribunal de Justiça italiana, mas preferiu não prolongar o processo de extradição.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, neste processo estão em causa crimes de espionagem, violação de segredo de Estado e corrupção.