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Ensaio clínico da Bial alvo de inquérito por “homicídio involuntário”

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Fármaco da Bial estava a ser testado no laboratório francês Biotrial

THOMAS BREGARDIS/EPA

A Procuradoria de Paris abriu esta manhã uma investigação judicial “por homicídio involuntário” para apurar as circunstâncias que resultaram na morte de um homem que participou no ensaio clínico da portuguesa Bial em janeiro, em Rennes

O ensaio clínico da farmacêutica portuguesa Bial que resultou na morte de um homem em França vai ser alvo de uma investigação judicial por "homicídio involuntário", anunciou esta terça-feira o Ministério Público francês.

De acordo com a agência de notícias France Presse, a Procuradoria de Paris abriu esta manhã uma investigação judicial "por homicídio involuntário", para apurar as circunstâncias que resultaram na morte de um homem que participou no ensaio clínico da Bial em janeiro, em Rennes (Oeste de França).

Na altura do ensaio (relativo à fase 1 de uma molécula da Bial), seis voluntários foram hospitalizados, dos quais um acabaria por morrer. Quatro dos sobreviventes sofreram lesões cerebrais.

A investigação judicial foi também aberta por "lesões involuntárias" relativas a estes quatro afetados.

Em comunicado citado pela France Presse, o procurador de Paris, François Molins, indica que os juízes designados para o caso vão "determinar se falhas de natureza penal contribuíram de forma decisiva para a morte e lesões das vítimas ou se os factos se inscrevem no quadro de uma ocorrência científica aleatória".

Este procedimento segue-se a um inquérito preliminar aberto a 15 de janeiro, após a morte do voluntário do ensaio da Bial.

A investigação preliminar concluiu que a "vítima mortal era portador, muito antes da sua participação no ensaio, de uma patologia vascular endocraniana oculta, suscetível de explicar a fatalidade", acrescentou o procurador.

"Nesta fase das investigações, ainda não é claro [o papel] da molécula-teste, desconhecendo-se também o mecanismo fisio-patológico provocado.