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Costa criticado por incentivar professores a emigrarem para França

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PAULO NOVAIS / LUSA

João Vaz, porta-voz do CDS, acusa o PS de “dois pesos e duas medidas” e de “apresentar uma incoerência muito profunda e demagógica”. Mário Nogueira está do lado de António Costa

A história parece estar a repetir-se. Tal como Pedro Passos Coelho em 2011, este domingo António Costa incentivou os professores a emigrarem, ao referir-se ao alargamento do ensino da língua portuguesa em França. “É uma oportunidade de trabalho para muitos professores de Português que, por via das alterações demográficas, não têm trabalho em Portugal e podem encontrar trabalho aqui, em França”, disse.

Segundo revela o “i” esta terça-feira, muitos deputados da bancada social-democrata estão indignados pela receção fraca (ou ausência desta) desta afirmação, por parte dos portugueses e dos partidos à esquerda do PS, em comparação com o que aconteceu em 2011 com Passos Coelho.

Na época, o ex-primeiro-ministro criou uma onda de hostilidade pública para com o seu próprio Governo, quando disse: “Haverá muita gente em Portugal que (…) querendo manter-se, sobretudo como professores, pode olhar para todo o mercado da língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa.”

Mário Nogueira, líder da FENPROF, diz ver um “significado diferente” nas declarações de Costa. “Passos Coelho disse para os professores emigrarem para outras áreas. Não disse para irem dar aulas”, explica ao “Jornal de Notícias”.

Já João Vaz, porta-voz do CDS, em declarações ao “JN”, acusa o PS de “dois pesos e duas medidas” e de “apresentar uma incoerência muito profunda e demagógica”.

  • António Costa sugere aos professores de Português sem colocação que emigrem

    Há quatro anos, Pedro Passos Coelho lançou um desafio polémico aos desempregados com habilitações: emigrem, alarguem horizontes. Esta segunda-feira foi a vez de António Costa dizer praticamente a mesma coisa aos professores que não conseguem colocação. O primeiro-ministro disse que o compromisso do Presidente francês sobre o ensino do Português é uma oportunidade para muitos professores de Português que não têm trabalho em Portugal