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Ataque a discoteca nos EUA fez pelo menos 50 mortos

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STEVE NESIUS / REUTERS

Após uma estimativa inicial de cerca de 20 vítimas mortais, o presidente da Câmara de Orlando atualizou os números da tragédia, indicando agora que o ataque à discoteca Pulse fez 50 mortos

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

À medida que as horas passam, os números da tragédia da discoteca Pulse, nos Estados Unidos da América (EUA), tornam-se mais negros: segundo o presidente da Câmara Municipal de Orlando, o “mayor” Buddy Dyer, o ataque na madrugada deste domingo fez pelo menos 50 mortos e outros 53 feridos hospitalizados.

O novo balanço é substancialmente pior que a estimativa avançada numa primeira conferência de imprensa às 7h de Orlando (12h em Portugal Continental), que então apontava para cerca de 20 mortos e pelo menos 42 feridos, encaminhados para vários hospitais locais.

Segundo o jornal “Orlando Sentinel”, este foi o tiroteio mais mortífero pelo menos nos últimos 30 anos nos EUA.

Um levantamento feito pela CNN comprova que se trata de um dos piores ataques armados de sempre no país. Os três piores massacres a tiro registados nesse levantamento ficam aquém da tragédia deste domingo. Em 2007 um estudante de 23 anos matou 32 colegas no campus universitário de Virginia Tech, suicidando-se de seguida. Em 2012 um outro jovem de 20 anos matou 27 pessoas, incluindo 20 crianças, numa escola no Connecticut. E em 1991 um homem de 35 anos lançou a sua carrinha contra um café no Texas, disparando de seguida sobre os seus clientes, matando 23 pessoas.

As autoridades norte-americanas confirmaram entretanto a identidade do atirador, que morreu na discoteca, onde se barricou após fazer vários reféns.

O atirador tinha 29 anos, chamava-se Omar Saddiqui Mateen e vivia no Estado da Florida. Transportava consigo uma espingarda e um revólver. Durante o ataque à discoteca Pulse, a polícia ainda conseguiu resgatar com vida mais de 30 pessoas que se encontravam no interior do estabelecimento.

As autoridades irão nas próximas horas identificar todas as vítimas, para notificar as respetivas famílias.