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Representante da República para a Madeira lamenta partida de um “defensor da liberdade de expressão”

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Ireneu Barreto vê em Paquete de Oliveira, que morreu este sábado aos 79 anos, um dos “grandes vultos da comunicação social”

O representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto, lamentou este sábado o falecimento do sociólogo Paquete de Oliveira, considerando que partiu um dos "grandes vultos da comunicação social" e "defensor da liberdade de expressão" em Portugal.

"Deixa-nos um dos grandes vultos da comunicação social e um defensor destacado da liberdade de expressão neste país", diz o juiz conselheiro na nota de condolências divulgada.

Recordando que Paquete de Oliveira "outrora escreveu: "Fisicamente, morre-se uma única vez; socialmente, podemos morrer e nascer várias vezes", Ireneu Barreto recorda, entre outros aspetos, a sua participação na Junta de Planeamento da Madeira em 1975.

"Natural da Madeira, o Professor Paquete de Oliveira teve sempre uma visão independente e idónea da realidade contemporânea portuguesa, o seu nome estará intimamente ligado à comunicação social regional e nacional, como responsável editorial, como comentador, como provedor - sendo o primeiro na televisão, mais concretamente na RTP - e docente universitário", sublinha o representante.

O sociólogo José Manuel Paquete de Oliveira, de 79 anos, que morreu hoje em Lisboa, coordenou vários projetos científicos internacionais e foi colaborador regular em diferentes jornais, revistas e televisões, designadamente do Jornal da Madeira.

Paquete de Oliveira, que completaria 80 anos em 20 de outubro próximo, exercia atualmente as funções de provedor do leitor no diário Público, e tinha sido anteriormente provedor do telespetador na RTP- Radio e Televisão de Portugal de 2006 a 2011.

Além do Jornal da Madeira, colaborou com o Diário de Notícias, do Funchal, Comércio do Funchal, Diário de Notícias, de Lisboa, Diário de Lisboa, Público, Jornal de Notícias e os semanários O Expresso e O Jornal.

Entre as várias funções que desempenhou era, desde 2013, presidente do Conselho Geral da Universidade da Beira Interior, fez parte do Conselho Geral da Universidade da Madeira (2008/12), e do Conselho Estratégico da Universidade do Minho (2005/2008).

O sociólogo foi vice-presidente do ISCTE entre 2000 e 2003 e de 2005 a 2006.

Membro da International Sociological Association, desde 1982, fundou a revista do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE, Sociologia -- Problemas e Práticas, tendo sido seu diretor de 1986 a 1989.

Fez parte do Conselho Consultivo do Instituto Civil de Autodisciplina da Publicidade (1998/2003) e do Conselho Consultivo da Comissão Nacional da UNESCO (1999/2002).

Dos vários títulos que publicou refira-se, entre outros, "Media e crime", em parceria com Verónica Policarpo, "A Casa da Suplicação -- Os 'Lugares' e 'não lugares' da Justiça, Tribunal da Relação de Lisboa. Uma Casa da Justiça com Rosto", "A Madeira na História. Ensaios sobre a Pré-Autonomia", "Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação, em coautoria Gustavo Cardoso e José Barreiros, e "A Democracia, os 'Media'".