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Se vai para a noite do Porto, deixe o carro e apanhe o metro a preços reduzidos

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D.R.

O Metro do Porto, em articulação com a STCP, volta a assegurar funcionamento noturno dos seus veículos durante as noites de sexta, sábado e vésperas de feriado, em todos os sentidos e a preços mínimos a partir de hoje e até 2 de outubro

André Manuel Correia

A partir desta sexta-feira a mobilidade torna-se mais fácil na alternativa e agitada noite portuense. Pelo terceiro ano consecutivo, a empresa do Metro do Porto leva a cabo a iniciativa “MOVE PORTO”, que ao longo de quatro meses irá garantir viagens noturnas entre os principais eixos.

Todas as sextas, sábados e vésperas de feriado, o funcionamento noturno dos veículos do Metro do Porto está assegurado para todos os notívagos, para além de um incremento no número de autocarros da STCP que garante a mobilidade dentro da cidade e para zonas periféricas.

Na rede metropolitana, estão operacionais durante a noite as linhas amarela (D), que faz a ligação entre o Hospital São João e a estação de Santo Ovídio, e a linha azual (A), que faz o trajeto entre o Estádio do Dragão e a Senhora da Hora. Em ambas as linhas, a frequência de passagem é de 20 minutos.

Independentemente da extensão da viagem que o cliente efetue, durante o serviço noturno o preço é unitário e corresponde ao valor mínimo aplicado, que corresponde a um título Z2 com o custo de 1,20 euros.

Nas duas edições anteriores, a operação “MOVE PORTO” serviu cerca de 220 mil utentes dos transportes públicos portuenses, “contribuindo para a responsabilidade sustentável da cidade e para o reforço das condições de conforto e segurança na animação e no lazer”, refere a organização em comunicado.

Socialmente responsável, ambientalmente relevante e economicamente útil

Na conferência de apresentação da iniciativa, o presidente do Metro do Porto e da STCP, Jorge Delgado, disse hoje que este aposta no transporte noturno durante os meses de verão constitui um serviço público “socialmente responsável, ambientalmente relevante e economicamente útil, na medida em que traz melhores condições a toda a economia que se desenvolve em torno do turismo e do lazer na cidade”.

À conversa com os jornalistas, o dirigente referiu que em 2015 foi alcançada uma média de 3500 validações diárias, número que superou as 2800 obtidas em 2014. Para este ano o objetivo passa por, confessou, duplicar esse número.

“Estão reunidas as condições para que o lazer e a animação noturna no centro da cidade possam funcionar em plenas condições”, afirmou Jorge Delgado, que reforçou a ideia de que a operação “MOVE PORTO” é um “fator de desenvolvimento” e contribui para “o objetivo central de aumentar a mobilidade através da utilização de transportes públicos”.

Também presente na apresentação da iniciativa esteve a vereadora da Mobilidade da Câmara Municipal do Porto, Cristina Pimentel, que salientou o empenho em reforçar a rede de transportes públicos durante o período noturno. Na opinião da vereadora, a aposta insere-se na estratégia que a cidade tem vindo a seguir. “Monitorizamos o antes, o durante e o depois e verificamos um decréscimo na utilização do automóvel durante a operação MOVE PORTO”, destacou.

“Temos de estar onde fazemos falta”

À margem da apresentação, o presidente do Metro do Porto e da STCP reiterou ainda a vontade de que o metro chegue até novas paragens. “Temos de estar onde fazemos falta”, disse aos jornalistas.

O responsável manifestou o desejo de até ao final do mês começar a trabalhar com os acionistas no sentido de expandir a rede metropolitana do Porto, projeto que será financiado pelos €240 milhões de apoios do Estado.

“Estamos a trabalhar numa base ainda primária no sentido de olhar para todos os projetos que tínhamos, associados aos estudos de expansão efetuados até 2011”, referiu Jorge Delgado. Segundo referiu estão a ser otimizadas soluções e a ser reavaliados “custos para tentar chegar a números que permitam construir um conjunto de informação que possa servir de base, tanto para o Estado como para os municípios”

São cinco as linhas consideradas prioritárias para a segunda fase da expansão do Metro do Porto: a linha ocidental, no Porto, a ligação entre Santo Ovídio e Vila D’Este, em Vila Nova de Gaia, e extensões da linha em Gondomar, Trofa e Matosinhos, esta última entre a Senhora da Hora e o Hospital de São João.

Relativamente ao processo de municipalização da STCP, o dirigente garante que os trabalhos estão ainda numa fase preparatória e que tem havido um diálogo constante entre a empresa, o Ministério do Ambiente, as autarquias e a Área Metropolitana do Porto “no sentido de perceber e definir o modelo possível para operacionalizar esse objetivo”.

Nas reuniões até agora efetuadas para encontrar uma solução para a STCP, o futuro do elétrico do Porto não tem sido discutido. “É um ativo da STCP, mas não é um elemento primordial”, disse ainda Jorge Delgado.