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Marcelo condecora quatro portugueses que foram heróis na noite do atentado no Bataclan

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PAULO NOVAIS / Lusa

Natália Syed, Margarida Sousa, Manuela Gonçalves e José Gonçalves, irão receber das mãos do Presidente da República a Ordem da Liberdade

O Presidente da República estará presente esta quinta-feira, por volta das 10 horas, na cerimónia militar do içar da bandeira nacional, no Cais das Colunas, em Lisboa, dando início às comemorações do Dia de Portugal. Ao final da tarde, irá reunir com António Costa, em Cascais, para a habitual reunião semanal, em que o veto às barrigas de aluguer deverá ser um dos temas discutidos.

Já na sexta-feira, Marcelo ruma a Paris, num voo à hora almoço, após a tradicional cerimónia militar, em que as tropas vão desfilar perante o seu comandante supremo, no Terreiro do Paço, em Lisboa. O ponto principal da visita de Marcelo a Paris será a condecoração dos quatro portugueses que ajudaram na noite do atentado terrorista no Bataclan.

A noite de 13 de novembro é uma memória negra na história de França. O estilo de vida ocidental, o estilo de vida parisiense, recebeu no espaço de poucas horas, vários ataques por um grupo de sete terroristas do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh): esplanadas despedaçadas a tiro e o ataque ao Bataclan, durante um concerto da banda norte-americana Eagles of Death Metal. Morreram 130 pessoas, incluindo três portugueses.

Marcelo Rebelo de Sousa irá condecorar amanhã os quatro portugueses que, no meio de toda a confusão, prestaram ajuda aos feridos.

Natália Syed, Margarida Sousa, Manuela Gonçalves e José Gonçalves, irão receber das mãos do Presidente da República a Ordem da Liberdade. “Não deu para pensar, depois de ver os feridos”, disse Margarida Sousa, a porteira portuguesa que morava perto do Bataclan, à “TSF”, ao relembrar a situação.

Uma vizinha apercebeu-se da situação e abriu a porta para deixar entrar as pessoas que fugiam e quando deu por si, Margarida já estava a tratar de dezenas de pessoas, conta.

Natália Syed também tem passou por uma experiência semelhante. Estava perto do Bataclan, num café, à espera que um jogo de futebol terminasse, quando viu muitas pessoas a correr. “No momento não compreendi”, disse à “TSF”. “Ouvi o barulho, mas não pensei que fossem tiros”, explicou. Quando se apercebeu da situação em que estava, Natália entrou no edifício onde trabalhava, abriu portas e entraram mais de 70 pessoas a fugir aos ataques.

Manuela Gonçalves e José Gonçalves também prestaram ajuda a muitos feridos, incluindo uma grávida que tinha sido baleada.

A opção por condecorar estes quatro portugueses e a escolha de passar o dia de Portugal junto da comunidade emigrante valeu a Marcelo Rebelo de Sousa muitos aplausos na praça pública.