Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Espião Carvalhão Gil fica em prisão preventiva

  • 333

Perigo de fuga foi o argumento do Tribunal Central de Instrução Criminal para colocar Frederico Carvalhão Gil em prisão preventiva. Estão em causa crimes de espionagem, violação de segredo de Estado e corrupção

Frederico Carvalhão Gil vai ficar preso preventivamente, como medida de coação, diz a Procuradoria-Geral da República (PGR). O agente do SIS tinha já sido constituído arguido durante o interrogatório no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), que decorreu esta terça e quarta-feira.

Segundo a PGR, neste processo estão em causa crimes de espionagem, violação de segredo de Estado e corrupção.

"No inquérito, que corre termos no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), investigam-se suspeitas de transmissão de informações, a troco de dinheiro, por parte de um funcionário português a um cidadão estrangeiro supostamente ligado a um serviço de informações estrangeiro", pode ler-se no comunicado.

O Expresso apurou que o perigo de fuga foi o argumento do Tribunal Central de Instrução Criminal para colocar Frederico Carvalhão Gil em prisão preventiva.

O agente de 57 anos foi detido a 21 de maio, no âmbito da Operação 'Top Secret', depois de um encontro num café na capital italiana com um suposto agente secreto russo.

Ontem, em declarações à Lusa antes do início do interrogatório, o advogado do funcionário do SIS defendeu que o Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) invoca “um conjunto de irregularidades” relacionadas com a detenção de Frederico Carvalhão Gil em Roma.

“É tudo completamente ilegal. É tudo um disparate pegado", disse José Preto, alegando que "o que está em causa é uma absoluta ficção”, declarou José Preto.

“O meu constituinte está confortado pelo facto de nenhum dos amigos dele ter acreditado nas versões que correm por aí sobre ele”, disse por sua vez ao Expresso o advogado.

Em todo o caso, lembra que Carvalhão Gil atravessa “uma situação tremenda do ponto de vista humano”.

Sobre o processo, José Preto garante que a transação feita por Carvalhão Gil num café em Roma nada teve de ilegal. “Há uma verba recebida de 10 mil euros mas o objetivo é de natureza comercial”, afirma José Preto.

Artigo atualizado às 16h50 de 8 de junho de 2016