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Carvalhão Gil constituído arguido 17 dias depois de ter sido detido em Roma

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CONTRAESPIONAGEM. Frederico Carvalhão Gil, fotografado em Kiev, capital da Ucrânia, em 2007

O agente do SIS foi ouvido esta terça-feira durante cerca de 6 horas no Tribunal Central de Instrução Criminal. Interrogatório continua durante esta quarta-feira

Frederico Carvalhão Gil foi constituído arguido esta terça-feira durante o interrogatório no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC). Esta medida foi tomada 17 dias depois da detenção em Roma.

O agente de 57 anos tinha sido detido a 21 de maio depois de um encontro num café na capital italiana com um suposto agente russo.

O interrogatório a Carvalhão Gil foi interrompido esta terça-feira por volta das 22h e deverá ser retomado ao início da tarde desta quarta-feira.

Ontem, em declarações à Lusa o advogado do funcionário do SIS defendeu que o Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) invoca “um conjunto de irregularidades” relacionadas com a detenção de Frederico Carvalhão Gil em Roma.

“É tudo completamente ilegal. É tudo um disparate pegado", disse José Preto, alegando que "o que está em causa é uma absoluta ficção”, declarou José Preto.

“O meu constituinte está confortado pelo facto de nenhum dos amigos dele ter acreditado nas versões que correm por aí sobre ele”, disse por sua vez ao Expresso o advogado.

Em todo o caso, lembra que Carvalhão Gil atravessa “uma situação tremenda do ponto de vista humano”.

Sobre o processo, José Preto garante que a transação feita por Carvalhão Gil num café em Roma nada teve de ilegal. “Há uma verba recebida de 10 mil euros mas o objetivo é de natureza comercial”, afirma José Preto.

O funcionário do SIS é suspeito de transmissão de informações a troco de dinheiro a um agente dos serviços de informações russos, estando em causa crimes de espionagem, violação do segredo de Estado, corrupção e branqueamento de capitais.