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A câmara que promete diferença

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d.r.

A Huawei apostou forte na colaboração com a mítica Leica para desenvolver a câmara. Mas será que o P9 tem argumentos para competir com os melhores?

Lutou, lutou muito. E, depois, lutou mais um bom bocado. Tem sido assim o caminho da Huawei desde que se quis assumir como marca própria no competitivo mercado dos smartphones. Depois de muitas tentativas, o fabricante chinês parece ter, e bem, alcançado um formato com o qual está satisfeito.

Basta ver como a Huawei conseguiu integrar as duas câmaras traseiras no chassis. Sim, o P9 não tem saliências inestéticas. Uma agradável variação para o resto da concorrência. E estas duas câmaras têm o dedo da Leica – o incontornável fabricante alemão de máquinas e objetivas. Não se sabe qual foi o grau de parceria envolvido entre as duas empresas, mas de uma coisa temos certeza: a qualidade fotográfica do P9 é muito boa.

Vejamos com mais pormenor. Uma fotografia a cores e a outra a preto-e-branco. O que ganhamos com isso? Bem, para início de conversa, fotos a preto-e-branco melhores e uma série de efeitos que rivalizam com os do Instagram. Mas a grande mais-valia do sistema é que o sensor a preto-e-branco consegue capturar mais luz no momento de fotografar (por abdicar do filtro de cor).

Ou seja, a imagem final, quando conjugados ambos os sensores, tem mais informação. Principalmente, naquelas fotos tiradas quando não há muita luz ambiente. E funciona? Sim, em parte. As fotos que fizemos com este telefone têm qualidade (bastante pormenor), mas as câmaras não são particularmente rápidas e sentimos falta de mais estabilização de imagem.

Na ausência de muita luz na cena a fotografar, os resultados obtidos com o P9 acabam por ficar um pouco abaixo do que conseguimos com o G5, Galaxy S7 e iPhone 6S. Com as condições ideais, as coisas ficam mais niveladas e este Huawei produz imagens muito realistas e ajudadas por um software que tem comandos para os mais entusiastas ou para os fãs do automático. Há efeitos disponíveis e vários modos fotográficos muito interessantes e que proporcionam resultados muito bons.

Bem desenhado

O design do P9 é quase, mesmo quase, imaculado. Este é um telefone fino e leve onde o alumínio é o material reinante. É um prazer vê-lo e seria também muito bom segurá-lo caso o telefone não fosse, à semelhança de outros terminais da Huawei, algo escorregadio. Nada que uma capa protetora não resolva.

O ecrã do P9, de 5,2”, é “apenas” Full HD. Um valor que não impressiona se tivermos em conta as resoluções de terminais rivais. No entanto, a experiência de visualização é bastante boa. Este é um telefone rápido a funcionar, embora os resultados nos testes não o coloquem nos primeiros lugares da corrida. Mas não houve nada que fizéssemos que tivesse conseguido abrandar o P9. A experiência Android é limpa o suficiente para não nos importamos da não existência do habitual ecrã com as apps todas organizadas.

Concluíndo, estamos perante um telefone bem desenhado e inovador. Isto cozinhado com um preço abaixo da concorrência torna-o um sério concorrente ao G5 e ao Galaxy S7. Mas a “câmara Leica”, apesar de boa, fica aquém das melhores.

CARACTERÍSTICAS

Marca e modelo: Huawei P9
Preço: €599
Sistema operativo: Android 6.0
Ecrã: 5,2 polegadas, IPS, 1920x1080 píxeis
Processador: oito núcleos (1,8 e 2,5 GHz)
Memória RAM: 3 GB
Armazenamento: 32 GB
Conectividade: 4G, USB Type-C, GPS, Wi-Fi, Bluetooth, NFC
Câmaras: 8 e 12 MP
Bateria: 3000 mAh
Dimensões: 145x70,9x7 mm
Peso: 144 gramas