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Manuel Alegre: Sequestro seria fazer “aliança com a direita”

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José Caria

Para o histórico socialista, o acordo das esquerdas trouxe “de novo centralidade ao parlamento e permitiu que houvesse um leque mais vasto de soluções de Governo, porque até aí a democracia estava mutilada”

O acordo das esquerdas pode ter sido muita coisa, mas não foi um sequestro do PS, defendeu Manuel Alegre, no mesmo dia em que começa o congresso do partido, em entrevista ao “i” esta sexta-feira. Sequestro seria “se depois de tudo o que se passou fizesse uma aliança com o PSD ou com a direita”.

Manuel Alegre lembra ao “i”, inclusive, que na noite das eleições só houve duas pessoas que falaram na necessidade de convergência: “uma foi o Jerónimo de Sousa e a outra fui eu”. Por isso, não se diz sequer desiludido com o rumo de Portugal nos últimos seis meses.

Para o histórico socialista, a “geringonça” trouxe “de novo centralidade ao parlamento e permitiu que houvesse um leque mais vasto de soluções de governo, porque até aí a democracia estava mutilada”. Era necessária uma “mudança clara”, defendeu. “Ou havia uma coligação de direita ou havia um Governo minoritário do PS ou havia um PS aliado à direita, e havia uma parte do eleitorado que estava fora”, justificou.