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Eduardo Cabrita: “Portugal deixou de ser um pau-mandado além da troika”

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MÁRIO CRUZ / Lusa

Eduardo Cabrita diz esperar que o PSD volta a ser um “partido do sistema”, com o qual possa seja possível dialogar e “definir propostas alternativas e construtivas”

Foi a “geringonça” de esquerda que deu autonomia política a Portugal, de acordo as palavras do ministro-adjunto de António Costa, Eduardo Cabrita. “Se há algo que mudou nos últimos seis meses é a consciência de que Portugal deixou de ser um pau-mandado além da troika”, diz. Para o socialista, o Governo e os acordos à esquerda têm se mostrado uma base “estável” e “sólida”, sem presença qualquer instinto anti-europeísta ou que afaste o PS do centro.

Em entrevista ao “Jornal de Negócios” esta sexta-feira, no mesmo dia em que começa o Congresso do PS, Eduardo Cabrita diz também esperar que o PSD volta a ser um “partido do sistema”, com o qual possa seja possível dialogar e “definir propostas alternativas e construtivas”.

Para existirem consensos com o PSD, tal como Marcelo Rebelo de Sousa vem pedindo, tudo dependerá da disponibilidade da bancada oposta. “O PSD é que ainda não percebeu que o país mudou e tem uma posição meramente de apóstolo da desgraça. O PSD é que terá de corresponder aos apelos do sr. Presidente da República. E ter uma perspetiva construtiva”, diz.