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Sociedade

Centeno quer passar custos da recapitalização da Caixa do défice para a dívida

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CONFIANTE. É preciso paciência, diz Mário Centeno sobre o crescimento do PIB

Marcos Borga

Mário Centeno está a tentar negociar um tratamento contabilístico mais favorável a Portugal junto da Comissão Europeia. Isto porque, se a injeção de capital necessário na Caixa for para o défice poderá fazer disparar este de 2,2% para 4,3%

Para evitar violar o Pacto de Estabilidade em 2016, que tem um teto máximo de 3%, Mário Centeno vai tentar manobrar como é que a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos será feita. Os quatro mil milhões de euros necessários poderão ser contabilizados na dívida pública, em vez de agravar o défice, conta o “Diário de Notícias” esta sexta-feira.

O ministro das Finanças está a tentar negociar um tratamento contabilístico mais favorável a Portugal junto da Comissão Europeia. Isto porque, se a injeção de capital necessário na Caixa for para o défice poderá fazer disparar este de 2,2% para 4,3%.

Contudo, mesmo que esta operação vá para a dívida, agravará o défice indiretamente por causa dos juros a pagar. Segundo o “DN”, a preços de mercado atuais, um leilão de obrigações, a dez anos, no montante de 4000 milhões de euros, o valor necessário para reforçar o capital do banco público, custaria quase 130 milhões em juros anuais.

Mário Centeno "está a tratar com Bruxelas para que a operação [capitalização da CGD] seja considerada uma operação financeira. Se assim for, não tem impacto no défice, mas na dívida", confirmou fonte oficial do Ministério das Finanças ao “DN/Dinheiro Vivo”.