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Demissão em bloco no hospital central da Madeira

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Diretores de todos os serviços demitiram-se por falta de medicamentos, de material, de médicos e de enfermeiros

Marta Caires

Jornalista

A direção clínica e todos os diretores de serviço do hospital central da Madeira demitiram-se esta quinta-feira. Os médicos alegam que não estão asseguradas as condições para o normal funcionamento dos serviços e dizem que no hospital falta tudo: medicamentos, material e pessoal. “Temos de ser nós a defender a qualidade do atendimento aos utentes”, explicou ao Expresso Gil Silva, diretor do serviço de Nefrologia e um dos signatários da demissão em bloco no Hospital Dr. Nélio Mendonça.

A decisão dos médicos foi tomada após uma reunião esta quinta-feira de manhã e tornada pública numa notícia avançada pelo Diário de Notícias da Madeira. Os factos que levaram à demissão não são novos e Gil Silva confirmou que, na verdade, há anos que se arrastam as faltas de medicamentos e de material no hospital. A nova administração do SESARAM (o serviço regional que engloba os hospitais e centros de saúde) não terá sido capaz de encontrar soluções adequadas de modo a garantir que o atendimento aos utentes não ficasse em risco.

Sem garantias de que o normal funcionamento está assegurado, todos os responsáveis pelos serviços assinaram a demissão, entre os quais estão o diretor clínico e o diretor clínico adjunto, os mesmos que há uma semana alertaram para os riscos da greve dos estivadores de Lisboa no abastecimento de medicamentos para hemodiálise.