Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Secretária de Estado da Educação recebeu pais de alunos de colégios

  • 333

PAULO NOVAIS / Lusa

Alexandra Leitão reuniu-se com associações de pais de seis colégios com contrato de associação. Ouviu as preocupações, mas não deu nem “garantias nem soluções” em relação aos cortes no financiamento

Foram mais de três horas de reunião, mas com nenhuma novidade no final. “Expusemos as nossas preocupações. A secretária de Estado (Alexandra Leitão) ouviu os nossos motivos e preocupações. Tomou notas. Mas não saímos com nenhum tipo de garantia, muito menos soluções”, resume ao Expresso Filipa Amorim, presidente da Associação de Pais do Externato Infante D. Henrique (Alfacoop) em Ruilhe, concelho de Braga.

O colégio é um dos 39 assinalados para perder todo o financiamento para novas turmas em início de ciclo, face às 17 aprovadas este ano letivo. “Ao perder estas turmas no 5.º, 7.º e 10.º anos, o colégio, que tem cerca de 1200 alunos, vai ser obrigado a fazer uma diminuição no número de trabalhadores que colocará em causa o resto da organização. Se não for este ano, será no próximo”, alerta por seu turno Ricardo Ferreira, também do colégio.

Ao lado dos pais do Externato Infante D. Henrique estiveram associações de mais cinco estabelecimentos privados, maioritariamente do norte, e que vão ter cortes semelhantes, suscetíveis de pôr em causa a viabilidade financeira dos mesmos – muitos dependem a 100% do financiamento do Estado –, garantem os responsáveis.

Quanto a alternativas de colocação dos alunos em escolas públicas próximas, Filipa Amorim refere a existência de um estabelecimento a três quilómetros, mas que precisa de ser “intervencionado” para acolher mais estudantes. “A nossa escola (Externato Infante D. Henrique) não tem instalações de luxo. É uma escola prática, com tudo o que precisa de ter e que funciona bem”, diz.

Alexandra Leitão irá receber, esta semana e na próxima “associações de pais, bem como associações de antigos alunos destes colégios”, informa o Ministério da Educação. No entanto, o Governo também tem dito que este assunto da redução no financiamento dos colégios com contrato de associação (menos cerca de 380 turmas face às 650 aprovadas em 2015 para inícios de ciclo) está “encerrado”.

“Não nos foi dada nenhuma garantia, mas ao sermos chamados temos uma expectativa de que não esteja mesmo encerrado”, resume Filipa Amorim.