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Empresas de enfermagem não asseguram cuidados necessários em prisões regionais

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A greve dos guardas prisionais vai durar até 1 de junho e recomeça no dia 3 até dia 8 do mesmo mês

Ana Baião

O “DN” revela casos em que são os guardas prisionais a dar medicação aos presos. Empresas de enfermagem contratadas na maioria das 29 prisões regionais não asseguram os horários em momentos críticos

As empresas contratadas para outsourcing de enfermagem na maioria das 29 prisões regionais não asseguram os horários em momentos críticos: as horas de almoço, as noites e até os fins de semana. Segundo o “Diário de Notícias” esta quarta-feira, a direção-geral dos Serviços Prisionais vai rescindir contratos com algumas destas empresas.

O “DN” revela casos em que são os guardas prisionais a dar medicação aos presos. Em algumas situações, os enfermeiros deixam doses individuais já preparadas e etiquetadas com os nomes dos presos. Contudo, caso seja necessário fazer alguma troca a situação complica-se.

Em Braga e Faro já existem guardas a recusarem estas responsabilidades. "Já foram enviadas reclamações pelo sindicato para a Direção-Geral dos Serviços Prisionais (esta e a anterior) e também para os grupos parlamentares", disse Jorge Alves, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, ao “DN”.

A Direção-Geral da Reinserção e dos Serviços Prisionais (DGRSP) e o Ministério da Justiça asseguraram ao “DN” que existem vários problemas já identificados. A DGRSP assegurou também que vai "rescindir contratos com algumas destas empresas" por "falhas e incumprimentos de contrato" e que se encontra a decorrer um concurso público para substituir as empresas incumpridoras.