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Sociedade

ADSE cede aos privados: alterações nas TAC e ressonâncias suspensas durante um mês

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Medicamentos iguais para todos, no Serviço Nacional de Saúde e na ADSE

David Clifford

A entrada em vigor dos novos preços para estas alterações está prevista para dia 1 de julho. O Diretor-Geral da ADSE admite que estas “poderão vir a incorporar algumas sugestões que venham a ser aprovados” por um grupo de trabalho formado para estudar o caso

Após muita pressão da associação de imagiologia (ANAUDI), que muito contestou os cortes nas ressonâncias magnéticas e nas tomografias (TAC), a ADSE suspendeu as alterações feitas por um mês, conta o “Jornal de Negócios”. As reduções nos pagamentos deveriam entrar em vigor esta quarta-feira.

"A entrada em vigor da tabela no que respeita às TAC e às ressonâncias ficou suspensa e vai ser criado um grupo de trabalho no sentido de racionalizar a tabela e os meios da ADSE", garantiu Armando Santos, presidente da ANAUDI, ao “Negócios”.

Carlos Liberato Baptista, Diretor-Geral da ADSE, anunciou a 13 de maio que o Estado ia passar a pagar menos 13% pelas ressonâncias magnéticas e que os beneficiários iam pagar menos 15%. Quanto às TAC, disse que o preço iria descer de entre um e dois euros.

Com estas alterações, o Estado contava poupar 1,7 milhões de euros à ADSE e 200 mil euros aos beneficiários. “Os preços apresentados pela ADSE mereceram alguma contestação por parte da ANAUDI e foi equacionada a hipótese de se validarem as propostas”, admitiu Carlos Liberato Baptista em declarações ao “Negócios”.

A entrada em vigor dos novos preços está prevista para dia 1 de julho, mas, no entanto, o Diretor-Geral da ADSE admite que estas “poderão vir a incorporar algumas sugestões que venham a ser aprovados” por um grupo de trabalho formado para estudar este caso.