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Portugal vai acolher em junho mais 111 refugiados

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O primeiro grupo de refugiados aterrou no aeroporto da Portela a 17 de dezembro do ano passado

tiago miranda

Esta terça-feira chegaram 31 refugiados a Lisboa. Cumpre-se “assim aquilo que é o nosso dever, não apenas jurídico mas civilizacional enquanto país europeu”, disse a ministra da Administração Interna

Portugal vai receber em junho 111 refugiados provenientes da Grécia e um grupo de sírios provenientes da Turquia, revelou esta terça-feira a ministra da Administração Interna, no dia em que mais 31 migrantes chegaram a Lisboa.

"Nas próximas semanas vamos receber mais refugiados oriundos da Grécia, cumprindo assim aquilo que é o nosso dever, não apenas jurídico mas civilizacional enquanto país europeu", disse Constança Urbano de Sousa, que hoje recebeu em Lisboa o Comissário Europeu para as Migrações, Assuntos internos e Cidadania, Dimitris Avramopoulos.

"Também vamos começar a receber os primeiros refugiados sírios que vêm reinstalados a partir da Turquia", adiantou a ministra em declarações a jornalistas.
Constança Urbano de Sousa e Dimitris Avramopoulos deslocaram-se ao início da tarde ao aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, para participarem na receção a um grupo de 31 refugiados, na sua maioria sírios provenientes da Grécia.

A ministra da Administração Interna precisou que os 31 refugiados chegados esta terça-feira, recebidos por Portugal ao abrigo do mecanismo europeu de recolocação, se vão juntar às 335 pessoas que já chegaram a Portugal, "sobretudo de nacionalidade síria, que vêm da Grécia, e também de nacionalidade eritreia, que vêm de Itália".

Constança Urbano de Sousa assinalou ainda que a rede de acolhimento de refugiados está dispersa por todo o território do país e indicou que 52 municípios também estão envolvidos no acolhimento e integração destes refugiados.

Numa referência às dificuldades em torno deste processo de acolhimento, a ministra destacou os "procedimentos estabelecidos no direito da UE que estão a cargo das autoridades territorialmente competentes", em particular as gregas ou italianas.

"E são procedimentos que têm de ser cumpridos, são talvez um pouco burocráticos e não adequados à emergência do problema", ressalvou a responsável pela Administração interna sublinhando que de momento "já estão resolvidas" muitas das dificuldades logísticas.

A ministra referiu um "maior envolvimento do gabinete europeu de asilo" na abordagem a estes processos.

"Penso que a partir de agora estão criadas as condições para que este processo de recolocação seja mais rápido, mais célere, de forma a também atingirmos o objetivo fixado inicialmente e cumprirmos o nosso dever", disse.

Constança Urbano de Sousa também confirmou que as verbas destinadas aos refugiados já foram disponibilizadas e estão a ser distribuídas pelas associações que integram e acolhem estas pessoas.