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Marcelo Rebelo de Sousa: “A nossa única sorte é termos nascido portugueses!”

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Marcos Borga

O presidente da República enumerou os muitos desafios que o país tem de enfrentar, num artigo de opinião publicado no "Negócios", a propósito do 13º aniversário da publicação, mas deixa nota que tal só será possível caso a sociedade seja “socialmente coesa e em que a convergência no essencial não seja, cronicamente, apagada ou perturbada pelas querelas no secundário”

António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa estão em sintonia, na praça pública e não só. Ambos assinam esta terça-feira artigos de opinião no “Jornal de Negócios”, em que fazem referência à temática da sorte, do acaso.

O artigo de Marcelo Rebelo de Sousa, com o título “Portugal, uma Pátria feita contra a sorte”, evoca a memória histórica do país, desde a suas origens. Portugal “nasceu por movimento de rebeldia”, diz.

“Não podemos nem devemos contar com a sorte. Nem sequer com a ilusão de que a sempre bem-vinda solidariedade ou generosidade alheia substitui o que é tarefa nossa”, avisa Marcelo Rebelo de Sousa.

"A nossa única sorte é termos nascido portugueses!", escreve.

O Presidente da República enumerou os muitos desafios que o país tem de enfrentar, mas deixa a nota que tal só será possível caso a sociedade seja “socialmente coesa e em que a convergência no essencial não seja, cronicamente, apagada ou perturbada pelas querelas no secundário. E em que o salutar pluralismo democrático não impeça consensos básicos em matérias pacíficas nas democracias com mais elevados indicadores de desenvolvimento humano".