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Diretor-geral das Artes “revoltado" com exoneração pede explicações a António Costa

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Marcos Borga

Carlos Moura-Carvalho, exonerado do cargo a 10 de maio, diz que esta situação “põe em causa o mecanismo dos concursos públicos”. Missiva entra em vigor esta terça-feira

“Mais do que revoltado”, Carlos Moura-Carvalho, ex-diretor-geral das Artes, afastado pelo Ministério da Cultura, diz-se “entristecido”. Em entrevista à “Renascença” esta terça-feira, Moura-Carvalho conta que escreveu uma carta a António Costa a pedir explicações devido a ter sido exonerado, passados 10 meses em funções, do cargo para o qual tinha sido nomeado por concurso público para uma comissão de cinco anos.

O despacho de cessação de funções, assinado pelo secretário de Estado Miguel Honrado, a que a “Renascença” teve acesso alega “ser necessário imprimir nova orientação à gestão dos serviços” da DG Artes, “instrumento fundamental no diálogo e cooperação estratégica que deverão existir” entre Governo e sector cultural, e entra em vigor esta terça-feira.

Carlos Moura-Carvalho, exonerado do cargo a 10 de maio, diz que esta situação "põe em causa o mecanismo dos concursos públicos", como a legitimidade das nomeações da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CRESAP).

Na carta enviada ao Governo, Moura-Carvalho diz que as razões para a sua exoneração não são “claras” e enumera algumas ideias que queria concretizar, como o Plano Nacional para as Artes.