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António Costa: Reformas que não resultaram “não podem limitar o nosso reformismo”

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Marcos Borga

O primeiro-ministro defende ser necessário fazer um “diagnóstico verdadeiro” do país, que permita fazer as reformas necessárias, em artigo de opinião no Jornal de Negócios, a propósito do 13º aniversário da publicação

As reformas do Estado feitas pelo governo PSD/CDS-PP foram mal pensadas e insuficientes, defende António Costa, num artigo de opinião publicado no “Jornal de Negócios” esta terça-feira, com o título “Não podemos confiar na sorte”. É necessário um "diagnóstico verdadeiro", diz.

O primeiro-ministro voltou a lembrar que Portugal “saiu recentemente de um Programa de Ajustamento Económico e Financeiro, implementado na sequência das crises financeiras e das dívidas soberanas”. E os resultados estão à vista, defende.

“Reconhecer que as reformas não resultaram não pode limitar o nosso reformismo. Pelo contrário, deve permitir-nos fazer o diagnóstico verdadeiro, identificar os constrangimentos que permanecem e definir as políticas e os instrumentos que nos permitem progredir”, escreveu o primeiro-ministro.

António Costa serve-se ainda, no mesmo artigo de opinião, dos elogios recebidos por parte da Comissão Europeia, relativamente ao Programa Nacional de Reformas, para justificar a sua tese. Bruxelas já declarou que esse programa “revela um grau de ambição suficiente para fazer face aos desequilíbrios excessivos, apresenta medidas relevantes para dinamizar a competitividade e reduzir a dívida privada", lembra.