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Milhares saem à rua em defesa dos colégios privados

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Manifestação dos colégios privados em Lisboa, contra os cortes nos contratos de associação, a 29 de maio

Marcos Borga

A manifestação é promovida pelo movimento Defesa da Escola Ponto, que estima que o protesto tenha trazido cerca de 36 mil pessoas às ruas de Lisboa, vindas dos mais variados pontos do país

Helena Bento

Texto

Jornalista

Marcos Borga

Marcos Borga

Fotografia

Milhares de pessoas com t-shirts amarelas estão concentradas este domingo frente à Assembleia da República, em Lisboa, numa ação contra as alterações aos contratos de associação que o Governo quer aplicar.

O protesto trouxe à capital pessoas de norte a sul do país, que erguem cartazes onde se leem frases como “Não matem o interior”, “A escola do Estado sai-nos cara”, “Onde não há escolha não há liberdade” e “Os nossos impostos podem escolher?”. Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, aparece num cartaz que diz “Noivas de Santo António - poliamor”, ao lado de Mário Nogueira e da secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, os três vestidos de noiva.

Marcos Borga

O amarelo das roupas dos manifestantes foi a cor escolhida pelo movimento que promove a manifestação, o Defesa da Escola Ponto, que estima que o protesto tenha trazido cerca de 36 mil pessoas às ruas de Lisboa, vindas dos mais variados pontos do país. Os manifestantes trazem bombos e tambores e quase todos têm um cravo amarelo na mão, ao mesmo tempo que vão gritando palavras de ordem, diz a Lusa.

Aos jornalistas, Manuel Bento, porta-voz do movimento, faz o balanço da iniciativa. “Estão aqui 36 mil pessoas contadas ao metro quadrado. Esperemos que o Ministério da Educação e o Governo entendam isto como um sinal que as famílias lhes estão a dar e revoguem o despacho, cumpram os contratos e se sentem à mesa das negociações”, disse, garantindo que, se nada for feito, "cá estaremos novamente daqui a uns dias”.

Marcos Borga

Antes de se concentrarem em frente à Assembleia, muitos participantes reuniram-se na Avenida 24 de Julho e também na Avenida D. Carlos I, onde chegaram de autocarro. Só de Cernache, em Coimbra, vieram 11 autocarros com mais de 500 pessoas. Outros chegaram a Lisboa num comboio especial - “Comboio da Liberdade” - fretado pelo movimento Defesa da Escola Ponto, que partiu de Braga às 7h30 e fez duas paragens, em Famalicão e Santa Maria da Feira, para recolher mais pessoas.

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) anunciou entretanto uma manifestação para 18 de junho em defesa da escola pública. De acordo com a informação do comunicado, por trás deste movimento estão cidadãos e cidadãs, organizações e entidades diversas da sociedade portuguesa que estão a promover uma petição “que reúne já dezenas de milhares de assinaturas e cujos contornos serão oportunamente divulgados”.