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David Justino: “A sofreguidão reformista não é boa conselheira”

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O documento foi apresentado hoje por David Justino, ex-ministro da Educação e presidente do Conselho Nacional de Educação

Nuno Botelho

Para o antigo ministro da Educação de Durão Barroso, há muitos erros políticos no cadastro dos contratos de associação. David Justino afirma ainda que "professores vão ser despedidos"

O Governo de António Costa deve "assumir claramente” se os contratos de associação são para “continuar ou acabar”. “Os privados precisam de saber", defende David Justino, presidente do Conselho Nacional de Educação, em entrevista ao “Jornal de Negócios” esta sexta-feira.

“A parte que me toca mais, não é só o problema dos alunos, dos pais e dos proprietários, é a de que não há uma preocupação prioritária com o número de professores que de um momento para o outro podem ser despedidos. E vão ser despedidos, não tenho dúvidas”, sublinhou.

Para o antigo ministro da Educação de Durão Barroso, há muitos erros políticos no cadastro deste tipo de parceria. “Desde os anos 90 houve assinatura de contratos com colégios que já, na altura, não eram necessários. Houve erros do poder político. O cadastro de parte a parte está muito manchado”, afirmou.

O principal problema da educação em Portugal, diz, é uma “falta de sentido de futuro”. Deram-se “passos significativos nas qualificações”, mas “a economia não está a dar resposta”. Por isso, adverte de forma informal Tiago Brandão Rodrigues: “A sofreguidão reformista não é boa conselheira”.