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TTIP dificilmente permitirá acordos com partidos à esquerda do PS

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Para a secretária de Estado dos Assuntos Europeus existem reservas de várias opiniões públicas europeias sobre o TTIP por duas razões: “É com os EUA; e há questões de segurança ambiental e saúde pública que, de facto, preocupa as opiniões públicas”

A Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP, na sigla original) é um tema sensível para Portugal, porque dificilmente permitirá acordos com os partidos à esquerda do PS, admite Margarida Marques, secretária de Estado dos Assuntos Europeus, em entrevista ao “Jornal de Negócios” esta quarta-feira.

“A questão com o PCP, BE e PEV... o TTIP não faz parte do acordo. O fundamental é respeitar o que foi acordado. O que não significa que o Governo não governe nas outras áreas que lhe compete, designadamente no quadro europeu. Sabemos que há matérias de dificuldade com esses partidos. Temos de dialogar com esses e outros partidos na AR e dar toda a informação necessária para uma maior compreensão. Não estamos a pensar que haverá unanimidade em torno do TTIP”, afirmou.

Para Margarida Marques, existem reservas de várias opiniões públicas europeias sobre o TTIP por duas razões: “é com os EUA; e há questões de segurança ambiental e saúde pública que, de facto, preocupam as opiniões públicas.” Existe também ainda uma “falta de ambição”. “As ofertas que têm sido feitas da parte dos EUA são pouco ambiciosas. São ainda medidas protecionistas, designadamente na área dos mercados públicos que não satisfazem a ambição europeia.”

Quanto a linhas vermelhas do Governo português, a secretária de Estado dos Assuntos Europeus diz não serem muito diferentes dos restantes países da União Europeia. “São o respeito pelas regras europeias, encontrar formas de redução do custo da energia na Europa. Não aceitamos diminuir os ‘standards’ laborais, de saúde, segurança e respeito pela legislação ambiental.”