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5000 cartas dos colégios para o ministro: “Uma por cada professor e funcionário”

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PAULO NOVAIS/LUSA

As cartas serão entregues esta quarta-feira ao ministro da Educação pelo movimento “Defesa da Escola Ponto”. Para domingo, está marcada mais uma manifestação

O movimento “Defesa da Escola Ponto” entrega esta quarta-feira ao ministro da Educação 5000 cartas, “uma por cada professor e funcionário”, num apelo a que seja revogada a norma que limita a área de atuação dos colégios privados.

“Pelas 12h, um grupo de representantes de professores e do pessoal não docente das escolas da rede pública com contrato de associação, irá entregar ao Sr. ministro da Educação, no Ministério da Educação, um total de 5 000 cartas, uma por cada professor e funcionário, apelando a que o mesmo reverta a legislação que atenta contra estas escolas (nomeadamente revogue o despacho 1-H/2016 e cumpra os contratos plurianuais)”, refere um comunicado do movimento.

Este grupo de defesa de colégios privados com contratos de associação com o Estado tem organizado diversas manifestações contra o anunciado corte de financiamento do Estado a turmas de início de ciclo onde a oferta pública seja suficiente para dar resposta às necessidades.

Para além das 5 000 cartas que devem ser esta quarta-feira entregues, o grupo que representa colégios privados com contrato de associação já anteriormente tinha entregado mais de 50 mil cartas nas residências oficiais do primeiro-ministro e do Presidente da República.

Para além de já terem organizado ações de visibilidade como “abraços às escolas”, com a formação de cordões humanos, ou largadas de balões, e protestos em locais e eventos com a participação do primeiro-ministro, António Costa, e do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, os colégios representados pelo movimento preparam agora uma manifestação para domingo, 29 de maio, junto à Assembleia da República, em Lisboa. Até lá, planeiam desenvolver ações diárias.

O porta-voz do movimento, Manuel Bento, acredita que a manifestação do dia 29 de maio será uma das maiores de sempre: “Representamos 45 mil alunos e 45 mil famílias. Contamos seguramente ter, pelo menos, 50% das famílias nessa manifestação. Será de uma escala nunca antes conseguida neste país, e dizemos isso porque notamos a força e indignação das famílias”.

O Ministério da Educação anunciou que em 2016-2017 haverá um corte de 57% no financiamento das turmas de início de ciclo nos colégios privados com contrato de associação, admitindo financiar apenas 273 turmas, contra as 656 subsidiadas em 2015-2016 em 79 estabelecimentos particulares.