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Sociedade

Governo prevê diminuição de 18 mil contratos do IEFP em 2016

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Marcos Borga

Miguel Cabrita, secretário de Estado do Emprego, justifica diminuição com “constrangimentos estruturais” e a “programação do Portugal 2020”, o que fez reduzir as verbas para a formação e para o emprego

Estará a geração dos estágios profissionais a chegar a um fim? Entre março de 2015 e o mesmo mês em 2016, o número de “ocupados” em programas do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) – estágios, programas ocupacionais e formação –, caiu cerca de 42%. As previsões para este ano vão no mesmo sentido.

Em entrevista à Rádio Renascença esta terça-feira, o secretário de Estado do Emprego Miguel Cabrita revelou que “a meta que está prevista pelo IEFP para 2016 é de 50 mil pessoas.” Ou seja, uma diminuição de 18 mil contratos de emprego inserção (CEI) relativamente ao valor de 2015 – uma queda de 26%.

“Há constrangimentos estruturais para as medidas de ativas de emprego que são conhecidos e que têm a ver com a programação do ‘Portugal 2020’, que diminuiu as verbas para a formação e para o emprego, a que se somam os constrangimentos orçamentais existentes”, explica Miguel Cabrita, quando questionado sobre a diminuição do orçamento do IEFP.

Neste momento, o Governo estará a fazer um estudo sobre as políticas de emprego financiadas pelo Estado, que irá discutir em Concertação Social já no próximo mês.