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Empresários de Viana pedem redução das portagens também na A28

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Numa carta enviada a António Costa, a Associação Empresarial de Viana do Castelo “congratula-se” com a decisão do Governo de “discriminar positivamente as portagens nas autoestradas das zonas de interior e na A22” e sublinha “a necessidade da mesma intervenção na A28, portajada desde 2010, que liga aquela cidade ao Porto

A Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC) anunciou esta terça-feira ter solicitado ao primeiro-ministro que inclua a autoestrada A28, que liga aquela cidade ao Porto, na lista de ex-SCUT que vão beneficiar da redução do valor das portagens.

Na missiva enviada a António Costa, e a que a agência Lusa teve acesso, a AEVC "congratula-se" com a decisão do Governo de "discriminar positivamente as portagens nas autoestradas das zonas de interior e na A22, por trazer benefícios económicos importantes para o desenvolvimento daquelas regiões e do país" mas sublinha "a necessidade da mesma intervenção na A28", portajada desde 2010.

"A A28 preenche claramente os mesmos requisitos que levaram a tão meritória decisão", sustenta a AEVC que representa cerca de 1300 empresários de Viana do Castelo, Caminha, Vila Nova de Cerveira, Valença e Paredes de Coura.

A AEVC justifica a reivindicação "com os índices económicos do Alto Minho, comparáveis aos do interior do país e inferiores aos da média nacional, com o entrave que constituem as portagens no desenvolvimento da região e nas relações transfronteiriças".

A "falta de alternativa de mobilidade e segurança da Estrada Nacional (EN) 13 e a inexistência de um sistema ferroviário capaz" são outros dos argumentos apontados pela AEVC na carta enviada a António Costa.

Além da redução do valor das portagens, a AEVC defende ainda "a eliminação do pórtico de Neiva da A28 que encontra-se precisamente à entrada de uma zona industrial do concelho."

"Este pórtico constitui uma incongruência altamente discriminatória e penalizadora para aqueles que numa relação de proximidade querem trabalhar, produzir e viajar. Tal pórtico constitui um entrave aos movimentos pendulares, intra e inter concelhios, sem que nada justifique a sua implantação no local", sustenta a organização.

Para a AEVC, a eliminação deste pórtico seria uma "medida reduzida mas eficaz, um incentivo à circulação de pessoas e bens provocada pela maior facilidade de acesso e diminuição dos custos associados".