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Carvalhão Gil, o espião português apanhado a vender segredos aos russos

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Era um dos mais antigos funcionários dos serviços de intelligence. Foi detido sexta-feira, as autoridades portuguesas confirmaram a notícia esta segunda-feira, sem adiantar a identidade do espião. O Expresso sabe que se trata de Frederico Carvalhão Gil

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

É um dos membros mais antigos do Serviço de Informações de Segurança (SIS), a secreta portuguesa que atua no campo interno, tendo entrado nos quadros logo nos primeiros cursos, a partir do final dos anos oitenta. Nos últimos anos teria porém caído em descrédito por ter levantado suspeitas.

Frederico Carvalhão Gil chegou mesmo a ocupar um cargo dirigente na organização, ou seja, chefe de divisão, que na casa se designa por "diretor de área".

Mas durante um curso frequentado no estrangeiro terá levado com ele a namorada - uma cidadã do Leste - que com ele se encontrava hospedada num hotel. A entidade estrangeira que patrocinou esse curso alertou então a congénere portuguesa por considerar que ele "não estaria a ter um comportamento adequado", segundo uma fonte contactada pelo Expresso.

A partir dessa altura, Frederico Carvalhão Gil teria sido deslocado para um departamento menos relevante (de recolha de análise de informação), no qual não teria em princípio acesso a informações de segredo de Estado.

Não seria a primeira vez que passava informações aos serviços russos e que o faria a troco de dinheiro. A investigação que conduziu a esta detenção em Roma já decorria há mais de um ano.

Frederico Carvalhão Gil é apontado como sendo membro da maçonaria, primeiro na Grande Loja, depois no GOL.

  • Um funcionário do Serviço de Informações de Segurança (SIS) foi apanhado, em Roma, depois de entregar documentos secretos a um agente russo. Ambos são suspeitos dos crimes de espionagem, corrupção e violação de segredo de Estado