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Colégios privados ameaçam aceitar matrículas à revelia

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Pais, professores e alunos de colégios com contrato de associação têm promovido várias ações de contestação contra os cortes no financiamento

PAULO NOVAIS/LUSA

Associação dos Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo afirma que os 30 milhões de euros que o Governo diz que vai poupar com os cortes nos contratos de associação vão ser gastos em “subsídios de desemprego”

A primeira providência cautelar dos colégios que vão sofrer cortes nos contratos de associação já está em tribunal, conforme o Expresso noticiou esta quinta-feira. Esta manhã, o “Correio da Manhã” dá conta de outra forma de pressão sobre o Governo, ao anunciar que os colégios privados se preparam para aceitar matrículas de alunos à revelia do Ministério da Educação.

Para a Associação dos Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), o corte de 374 turmas anunciado pelo Governo vai levar ao fecho de “57% dos colégios com contratos de associação”. “Estão em causa 19 mil alunos e dois mil postos de trabalho”, afirma António Sarmento, presidente da AEEP, ao matutino.

A principal medida de contestação contra o Ministério da Educação será a aceitação de matrículas à revelia. A AEEP acusa o Governo de estar a “rasgar” contratos. Quanto à poupança de 30 milhões de euros que o Governo sustenta que ajudarão a pagar os manuais escolares gratuitos, diz a associação que serão gastos em “subsídios de desemprego”.

O Ministério da Educação vai contestar e diz que o despacho não está suspenso.

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