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Trabalhadores reivindicam aumentos salariais à porta da Liga de Clubes

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MIGUEL A. LOPES / Lusa

Depois de quase um ano de negociações com a Liga Portugal, cerca de 50 funcionários de clubes de futebol profissional concentraram-se esta manhã em frente à sede da Liga em luta pela atualização de salários, congelados há seis anos

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Aumentos salariais justos, promoções nas carreiras, pagamento de feriados e dois dias de descanso semanal são algumas das reivindicações dos funcionários dos clubes de futebol, com exceção de jogadores e treinadores, que esta manhã se manifestam à porta do organismo contra o fim do contrato coletivo de trabalho (CCT) do sector, há quase um ano.

Segundo Francisco Figueiredo, dirigente da FESAHT (Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal), a luta contra a denúncia do CCT culminará com a entrega de uma moção a Pedro Proença, presidente da Liga Portugal, a exigir a “retoma das negociações contratuais dos trabalhadores sem perda de direitos”.

A ação de protesto organizada pela FESAHT e pela Confederação Geral dos Trabalhadores portugueses (FEPCES)/CGTP-IN pretende a revisão imediata do CCT, bem como a sua aplicação a todos os trabalhadores, tanto de clubes, empresas comerciais e SAD. De acordo com o representante dos trabalhadores, a proposta apresentada pela Liga Portugal aos sindicatos retira “praticamente todos os direiros aos funcionários dos clubes”, ao impôr regimes de 12 horas diárias e 60 horas de trabalho semanal.

Os funcionários dos clubes não se conformam com o congelamento de ordenados desde 2010, o fim das diutirnidades ou do complemento de reforma. Os sindicatos não se conformam ainda com a proposta da Liga que defende que o CCT deve ser apenas aplicado aos funcionários das sociedades desportivas, “que praticamente não têm trabalhadores”, e deixe de fora os funcionários das empresas comerciais, do bingo e dos clubes de futebol.

Ao Expresso, a assessoria da Liga refere que o organismo “está disponível, como sempre, para negociar com os sindicatos em representação e defesa dos clubes”, sem, contudo, revelar as razões da falta de entendimento.