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Consumo doméstico de vídeo em streaming esmaga negócio dos DVD no Reino Unido

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d.r.

Este ano, e pela primeira vez, os britânicos vão gastar mais libras com subscrições de vídeo em streaming e descargas de filmes e programas de televisão electrónicas do que a comprar ou alugar DVD, de acordo com as conclusões de um estudo levado a cabo pela empresa de pesquisa e consultoria Strategy Analitcs

Luís Proença

As projeções indicam que os espectadores vão gastar um total de cerca de 1,65 mil milhões de euros este ano em streaming e descargas (23,7% mais do que em 2015), comparando com 1,2 mil milhões em DVD (incluindo Blu-ray), um decréscimo de compras de 16,3% face ao ano passado e, recuando no tempo, o mais baixo resultado desde 1994, neste segmento de vendas de formatos de entretenimento. A oferta de vídeo online no seu todo representará 58% do consumo doméstico no Reino Unido comparando com 42% nos DVD. Até ao ano passado, os DVD ainda levavam a dianteira neste mano-a-mano, ainda que curtinha, com uma quota de 52%.

Indo mais fundo na análise, e conforme se pode verificar, sendo consideradas as cinco categorias de consumo doméstico nesta separação entre online e DVD, isoladamente o valor total com a compra de DVD e Blu-ray representa a fatia maior de todas do bolo (40%), apesar da queda de 16%, para os 1,14 mil milhões.

No segundo lugar do top e com o maior crescimento surgem os serviços de streaming, liderados pela Netflix e pela Amazon Prime Video. Hão de fixar-se nos 938 milhões de euros no final de 2016 (uma em cada três libras gastas no vídeo doméstico), com uma subida eruptiva de 36% de quota.

Na base das estimativas da Strategy Analitcs são considerados 4,6 milhões de lares britânicos ligados à Netflix e 2,5 milhões com subscrições da Amazon Prime Video. De notar que na Grã-Bretanha cerca de um quinto dos lares com subscrições de streaming tem contrato com pelo menos dois serviços.

As equações formuladas quanto ao futuro, a médio prazo, apontam para o domínio das subscrições de streaming a partir de 2017 e mais além, prevendo que ultrapassem quaisquer outros formatos e atinjam mais de metade da quota de consumo em 2021. Este ano, e por categorias, vai terminar com um crescimento de 8% no aluguer via online, para um total de 427 milhões de euros, e de 16% para os cerca de 295 milhões no segmento de downloads comprados. O aluguer de DVD, em contrapartida, fixar-se-á nos 64,5 milhões, com uma redução de 24%, face a 2015, e com uma fatia fininha de apenas 2% do mercado.