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Papa Francisco apoia “Caminhada pela Vida”

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JOSÉ CARLOS CARVALHO

O Papa associou-se este sábado à caminhada contra a eutanásia em Lisboa, durante a qual foi lançada a petição “Toda a vida tem dignidade” para impedir “a eliminação de vidas humanas, ainda que com o alegado consentimento da pessoa”. Participantes sugerem a extensão dos cuidados paliativos e continuados a toda a população

A Federação Portuguesa pela Vida marchou este sábado em Lisboa contra a despenalização da eutanásia, naquela que ficou conhecida como a sexta “Caminhada pela Vida”. Segundo a agência Ecclesia, o Papa Francisco associou-se à caminhada através de uma mensagem onde encorajou os participantes e organizadores a “inspirar indivíduos, famílias e a sociedade portuguesa na busca do bem-comum enraizado na concórdia, na justiça e no respeito pelos direitos da pessoa humana, desde a conceção à sua morte natural.”

Na mensagem, enviada pelo número dois da Secretaria de Estado do Vaticano, Angelo Becciu, Francisco encorajou os participantes a “um renovado empenho na promoção dos verdadeiros valores humanos, morais e espirituais.”

Com início às 15h, a Caminhada pela Vida arrancou do Largo de Camões, em Lisboa, em direção à Assembleia da República, à qual pedem que legisle no sentido de “reforçar e proteger o valor objetivo da vida humana”, garantindo a sua inviolabilidade, como previsto no artigo 24º da Constituição Portuguesa. Durante a caminhada ouviram-se ainda apelos contra a maternidade de substituição (barrigas de aluguer), aprovada esta sexta-feira no Parlamento.

Na petição “Toda a vida tem dignidade”, os autores pedem aos deputados que rejeitem propostas que deem ao Estado o direito “a dispor ou apoiar a eliminação de vidas humanas, ainda que com o alegado consentimento da pessoa” e sugerem a extensão dos cuidados paliativos e continuados a toda a população.

Henrique Leitão (Prémio Pessoa), Carlos Alberto da Rocha (presidente da Associação dos Médicos Católicos), Fernando Soares Loja (presidente da Comissão de Liberdade Religiosa), Luís Villas-Boas (diretor do Refúgio Aboim Ascensão) e Maria José Vilaça (presidente da Associação de Psicólogos Católicos) são alguns dos nomes que assinam a petição contra a despenalização da morte assistida.