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Operação Aquiles. Ex-coordenador da PJ fica em prisão domiciliária

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Quatro arguidos da Operação Aquiles que estavam em preventiva desde há um mês vão agora para casa, com pulseira eletrónica

O ex-coordenador da Polícia Judiciária, Dias Santos, que estava em prisão preventiva há cerca de um mês na sequência da “Operação Aquiles” fica agora em prisão domiciliária, anuncia a "Sic Notícias".

Ao Expresso, o advogado de Dias Santos revela que a mudança da medida de coação se deveu ao relatório social "positivo" dos serviços de reinserção social, tendo sido concluído que o perigo de fuga e de continuação da atividade estavam atenuados. "Fez-se justiça", diz o advogado Carlos Melo Alves.

O mesmo aconteceu com outros três arguidos do processo.

Pelo contrário, um outro inspetor da PJ e um militar da GNR também constituídos arguidos no processo, vão continuar em preventiva.

O Tribunal Central de Instrução Criminal tinha colocado há um mês em prisão preventiva nove dos arguidos, na sequência da “Operação Aquiles”, entre os quais os dois elementos da Polícia Judiciária e um militar da Guarda Nacional Republicana. Quinze arguidos tinham sido presentes ao juíz Carlos Alexandre.

Os outros seis arguidos ficaram sujeitos a apresentações periódicas na esquadra junto à área de residência, estão proibidos de se ausentar para o estrangeiro e não podem contactar os restantes arguidos do processo.

“Em causa estão suspeitas da prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, tráfico de estupefacientes agravado, associação criminosa e branqueamento. No inquérito investigam-se associações criminosas que importariam cocaína proveniente da Colômbia, normalmente por via marítima e/ou aérea, produto que se destinaria a ser vendido em Portugal ou enviado para os outros países europeus, designadamente Espanha”, lia-se no comunicado Procuradoria-Geral da República, a 13 de abril.

O tribunal pediu também um relatório social para os nove arguidos colocados em prisão preventiva, abrindo assim a possibilidade de passarem a ficar em prisão domiciliária com pulseira eletrónica.

No total, a “Operação Aquiles”, que foi desencadeada na semana passada, foram constituídos 17 arguidos, 15 dos quais esta quarta-feira presentes a tribunal.