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Mário Nogueira responde a Passos: “Nunca me esqueci de pagar a Segurança Social”

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MIGUEL A. LOPES/ Lusa

Em conferência de imprensa, o líder da Fenprof disse que a central sindical está a ser alvo de injúrias e insultos e admite avançar em tribunal contra quem "passe os limites"

Expresso (Texto) Sic Notícias (Vídeo)

“O que me distingue de Pedro Passos Coelho é que eu nunca me esqueci de pagar a Segurança Social”, disse Mário Nogueira esta terça-feira, após ter sido questionado sobre as declarações do antigo primeiro-ministro, que insinuou que a Fenprof influenciaria as decisões do ministério da Educação. Em conferência de imprensa, na tarde desta terça-feira, o líder da central sindical acusou também “os partidos e comentadores de direita” de terem optado “por um caminho de denegrir pessoas”.

“Acho que ainda não perceberem que a opinião pública está do lado contrário. Como não têm argumentos que possam convencer a população, optaram por uma caminho inaceitável de denegrir pessoas. Há uma coisa que não aceitamos, que é substituir o debate político por insultos”, disse Mário Nogueira na conferência de imprensa.

O líder da Fenprof admitiu a possibilidade de avançar para tribunal contra "quem passe os limites" no ataque à central sindical, por considerar que esta está a ser alvo de “injúrias e insultos”.

No passado sábado, num discurso do 42º aniversário do PSD, Pedro Passos Coelho insinuou que o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues representa interesses alheios ao Governo. O ex-primeiro-ministro criticou ainda a anunciada intenção de acabar com os contratos de associação entre o Estado e os colégios privados.

Já esta terça-feira, o líder dos sociais-democratas afirmou que não tem razões para retirar o que disse, considerando ter sido “muito claro”.

“Creio que fui muito claro quando falei na semana passada e não tenho nenhuma razão para retirar aquilo que disse”, disse Passos em declarações aos jornalistas à entrada da escola secundária Frei Gonçalo Azevedo, em São Domingos de Rana, no concelho de Cascais.

Questionado se estava a referir-se à Fenprof quando disse que o ministro da Educação parecia representar outros interesses que não os da comunidade em geral, Passos Coelho disse apenas que entendia ter sido claro.

“Acho que é muito claro”, sustentou.