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Liderança do Bloco de Esquerda deixa de ter seis cabeças

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PAULO NOVAIS/ Lusa

A comissão permanente foi criada em 2014, quando o BE passava por uma crise política interna e externa. Catarina Martins irá assumir as funções de coordenadora do partido, que já ocupava de forma informal

A hidra é uma figura mitológica grega, que aparece na Odisseia de Homero, cujo principal atributo descritivo é ter várias cabeças. Para pensar, para liderar, para combater. (Mas que também cria conflitos entre si.) Passados quatro anos da saída de Francisco Louça da liderança, o Bloco de Esquerda vai deixar de ser a "hidra" da política portuguesa: Catarina Martins passará a ser a única coordenadora do partido, conta o "Diário de Notícias" esta sexta-feira.

É o fim da comissão permanente, orgão informal que surgiu após a última convenção do partido. Na décima convenção do BE, que se realiza a 25 e 26 de junho, Catarina Martins deverá assumir-se como a única líder do partido, abandonando o cargo de porta-voz.

Não é que até agora já não fosse a líder, mas, desta forma, essa posição de liderança fica formalizada no papel. A fórmula da "hidra" partidária foi encontrada pelo BE, em 2014, quando o partido passava por uma crise interna e externa.

Todas as moções que vão ser apresentadas na convenção vão neste sentido, conta o "DN". Nesses documentos não existe qualquer referência à comissão permanente, que surgiu em dezembro de 2014, por deliberação da Mesa Nacional e para ajudar a sarar as feridas da disputa interna entre as duas principais sensibilidades. Na época, Pedro Filipe Soares desafiou os então coordenadores, João Semedo e Catarina Martins.