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António Galamba: ministro da Educação é um “alienígena”

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MIGUEL A. LOPES / Lusa

Socialista acusa Tiago Brandão Rodrigues de aplicar uma doutrina desvirtuada de “acabar com a mama” e diz que o ministro está refém da Fenprof

António Galamba, uma das vozes mais dissidentes dentro do PS atual, volta a atacar. Apos ter dito que o partido tinha perdido a "vergonha" e denunciado os negócios do amigo de António Costa, Galamba, num artigo de opinião publicado esta quinta-feira no "i", descreve Tiago Brandão Rodrigues como um "alienígena".

“O problema é que quando se tem na educação um alienígena da realidade portuguesa que, entre a sobredose ideológica e o aprisionamento pelos sindicatos, acha que pode brincar com a vida das crianças e dos jovens nos currículos, nos exames e nas matrículas, o risco de disparate é grande”, escreve.

Para o antigo deputado da linha António José Seguro, a intenção manifestada por Tiago Brandão de Rodrigues de deixar de financiar novas turmas em colégios privados em zonas onde exista escola pública não podia estar mais errada. “A doutrina do ‘acabar com a mama’ não pode significar, como acontece na educação e noutros serviços públicos, o redirecionar da mama do privado para o público, sem ter em conta o interesse daqueles a quem o serviço é prestado e a estabilidade mínima das opções políticas”, afirma, de forma metafórica.

O socialista exige, então, um "mínimo de respeito" por alunos, pais e professores. E acusa Tiago Brandão Rodrigues de ser refém de Mário Nogueira, líder da Fenprof. “A não ser assim, de três em três meses, por ocasião da avaliação do ministro pelos sindicatos, corre-se o risco das novidades serem de instabilização das comunidades e de satisfação dos de sempre", explica.