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“Operação Matrioskas”. Atleta russo revela que PJ fez perguntas sobre contratos e salários

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Kirill Kostin, jogador da União de Leiria, diz ter sido um dos atletas russos do clube ouvido pela PJ de Leiria no âmbito da “Operação Matrioskas”

O jogador de futebol da União de Leiria Kirill Kostin, um dos atletas de nacionalidade russa que fazem parte do plantel principal do clube, revelou ter sido ouvido pela Polícia Judiciária no âmbito da "Operação Matrioskas", que fez seis arguidos, entre eles o empresário Alexander Tostikov, presidente da SAD leiriense e que se encontra detido por suspeitas de branqueamento de capital e associação criminosa, relacionadas com a transferência de jogadores

Ao jornal russo "Sovetsky Sport", o atleta da União de Leiria, que foi contratado por Alexander Tostikov, garante não perceber o que está a acontecer. "Ontem [terça-feira] de manhã ligaram-me do clube e disseram que eu tinha de comparecer no posto de polícia. Foram buscar-me e levaram-me para a delegação. Depois voltei para a cidade, para os treinos", conta o jovem, que não foi constituído arguido no caso.

Sobre o que lhe foi perguntado pelos inspetores, Kirill Kostin responde: "Mencionaram contratos e salários de certas pessoas que trabalham no clube, ou que de alguma forma estão ligadas às suas atividades."

O atleta garante que estava em casa durante as buscas na SAD da União de Leiria. "Não vi nada", resume. Mas tem conhecimento de que alguns jogadores do plantel também foram ouvidos pelos investigadores da megaoperação policial, que contou com a colaboração da Europol e da polícia inglesa. "Interrogaram um grupo de jogadores. Havia russos mas também portugueses", salienta.

Kirill Kostin diz desconhecer quem está neste momento a tratar dos assuntos do clube mas assegura que por enquanto está tudo normal. "Não sei o que acontece a seguir. Mas acho que nós, futebolistas, não seremos afetados pela situação."