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Dez empresários de mobiliário detidos por fraude fiscal

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150 inspetores da PJ efetuaram na manhã desta quarta-feira dezenas de buscas a empresas do sector mobiliário e residências particulares que levaram à detenção de 10 empresários em Paços de Ferreira e Paredes, suspeitos de crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

A Polícia Judiciária do Norte deteve esta manhã dez pessoas fortemente indiciadas da autoria de crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais. A operação “Fundo Falso”, dirigida há vários meses pelo Ministério Público, contou com a colaboração do DIAP de Paredes e da PJ e teve por algo empresas do ramo de madeiras e mobiliários da região de Paredes e Paços de Ferreira, cidade conhecido por capital do móvel.

Na investigação, que conduziu à detenção de nove empresários, com idades compreendidas entre os 36 e os 61 anos, e de um contabilista, participou ainda a Autoridade Tributária e Aduaneira,

Os empresários, com a colaboração de uma empresa de contabilidade, recorriam à emissão de “faturas de favor”, sem transações fundamentadas, com o objetico de “aumentar ficticiamente os custos e consequente liquidação, entrega ou pagamento da prestação tributária devida”. O esquema permitiu ainda evitar declarações de vantagens patrimoniais, que terão lesado o Estado em vários milhões de euros de diminuição de receitas tributárias.

Em comunicado, a PJ adianta que os ganhos ilícitos foram “branqueados em sociedades criadas com esse propósito”.