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14 alegados piratas informáticos ficam com termo de identidade e residência

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Todos os arguidos foram ouvidos pela Polícia Judiciária não tendo sido efetuada qualquer detenção, confirmou a Procuradoria-Geral da República

Foi aplicada a medida de coação mínima aos 14 alegados piratas informáticos que esta quarta-feira foram constituídos arguidos na sequência de uma megaoperação da Polícia Judiciária. Os hacker vão ficar com termo de identidade e residência confirmou em comunicado a Procuradoria-Geral da República.

“Não tendo sido efetuada qualquer detenção, os arguidos foram ouvidos pela Polícia Judiciária, tendo ficado sujeitos à medida de coação de termo de identidade e residência”, lê-se no documento.

Os arguidos são suspeitos de atacar sites e sistemas informáticos do Estado Português e de empresas relevantes do sector privado nos últimos meses. Estão em causa crimes de sabotagem informática (“DDoS”), de dano informático (“defacing”), de acesso ilegítimo (“hacking”) e ainda associação criminosa.

Atualmente, o inquérito já conta com 31 arguidos no total.

Esta quarta-feira, a Polícia Judiciária e Ministério Público levaram a cabo uma série de buscas em organismos estatais, sediados em Lisboa, vítimas recentes de ataques informáticos. Realizaram-se 16 buscas domiciliárias. Esta foi a segunda fase da Operação Caretos, iniciada em fevereiro, em que foi detido Rui Cruz, fundador do site TugaLeaks.

A operação de combate à criminalidade informática e tecnológica, batizada de Caretos 2, foi confirmada em comunicado pela Polícia Judiciária. "Esta ação ocorre na sequência de uma outra operação, levada a cabo em fevereiro de 2015, visando a autoria de ataques informáticos cometidos e reivindicados por indivíduos ligados à atividade ilícita conhecida como “hacktivismo”."

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