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Portugal aceita extraditar suspeito da Lava Jato

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d.r.

Ministério da Justiça aceitou extraditar o brasileiro Raul Schmidt, suspeito da operação Lava Jato que estava escondido em Portugal desde 2014. Palavra final é do Tribunal da Relação

Se depender da vontade de Francisca Van Dunem, o foragido brasileiro Raul Schmidt será entregue às autoridades brasileiras que investigam o processo Lava Jato. Segundo o “Público”, o Ministério da Justiça aceitou o pedido de extradição do Brasil contra Raul Schmidt, um luso-brasileiro que foi diretor da Petrobrás e fugiu para Portugal em 2015. Schmidt alegou que a dupla nacionalidade obtida em dezembro de 2011 deveria impedir a extradição, mas o Ministério argumentou que os factos que levaram à extradição são anteriores ao pedido de dupla nacionalidade.

Agora, será o Tribunal da Relação de Lisboa a decidir se Raul Schmidt será ou não entregue às autoridades de Brasília. O gabinete de Francisca van Dunem confirma a notícia do “Público” e diz que “decidiu pela admissibilidade do pedido de extradição do cidadão luso-brasileiro Raul Schmidt, pelos factos anteriores à data em que obteve a nacionalidade portuguesa. O despacho proferido pela Ministra da Justiça pôs fim à fase administrativa do processo, que entretanto já se encontra na fase judicial”.

Raul Schmidt, que morava numa casa em Lisboa de onde raramente saía, foi detido pela PJ a 21 de março e está em prisão preventiva desde então. No Brasil, é suspeito de ter sido corrompido por empresários que queriam fazer negócios com a Petrobrás, onde trabalhou 17 anos.

Fugiu para Londres, onde tinha uma galeria de arte e foi produtor de filmes. O fim desta história está nas mãos de um desembargador.

[notícia corrigida às 10:50 Raul Schmidt obteve a nacionalidade portuguesa em dezembro de 2011]