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Francisco Assis: portugueses são “ótimos” na “lamúria coletiva”

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Alberto Frias

Eurodeputado do PS e Diogo Feio, do CDS, não acreditam que um documento sobre a “espanholização” da banca portuguesa possa trazer mudanças

Perdeu o título de manifesto, perdeu a força. Francisco Assis, uma das vozes mais dissidentes dentro do PS, e Diogo Feio, do CDS, não acreditam que um documento sobre a banca portuguesa possa trazer mudanças, conta o "Diário de Notícias" esta segunda-feira.

Tal como o Expresso já tinha noticiado em abril, o manifesto contra a "espanholização" da banca portuguesa, que tinha sido anunciado por Luís Marques Mendes, "morreu" logo à partida. Ainda assim, não foi posta de parte a criação de um documento mais genérico. Inicialmente, este manifesto contou com o apoio explicito (e surgiu após declarações) de Marcelo Rebelo de Sousa.

Francisco Assis, numa curta entrevista ao "DN", diz não ter "simpatia por fazer política da lamúria – o documento faz aquilo em que os portugueses são ótimos, que é a lamúria coletiva." Para o socialista, qualquer encontro de representantes de Bruxelas com o Presidente, ou com o Governo, não tem "potencial para alterar nada". E deixa um aviso: "Demonizar Espanha é perigoso e é pouco correto".

Segundo o eurodeputado do PS, o Governo devia sim estar a apostar "no reforço do papel da Caixa Geral de Depósitos como um banco público forte com um papel decisivo na defesa das empresas portuguesas".

Já Diogo Feio, ex-eurodeputado do CDS, também em declarações ao maturino é explicitamente a favor do manifesto: "Eu sou contra a espanholização da banca, como sou contra a alemanhização ou a francização." ​

O representante do CDS diz considerar positiva a preocupação do Presidente da República com esta questão e confessa que gostaria que houvesse, dentro da economia portuguesa, "um movimento que levasse a que um grupo de investidores assumisse um papel de maior preponderância no sector financeiro".