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Marques Mendes: “Taxistas deviam aprender um bocadinho com a Uber”

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Marques Mendes é comentador de política da SIC

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“Têm de evoluir um pouco mais, ter outra atenção para com o cliente”, afirmou Marques Mendes, que também reconhece que “é preciso haver concorrência leal”, com “regras transparentes e objetivas”, tal como têm exigido os taxistas

Helena Bento

Jornalista

“Modernidade e qualidade”. Foram estas as duas palavras usadas esta noite por Luís Marques Mendes para descrever o serviço de transporte Uber. Considerando que os taxistas não têm razão quando dizem que “é preciso proibir a Uber”, já que o mesmo significaria “proibir a concorrência e isso seria mau para o cidadão”, Marques Mendes afirmou que o que eles, taxistas, deviam fazer, era “aprender um bocadinho com a Uber”. “Têm de evoluir um pouco mais, ter outra atenção para com o cliente”. O comentador reconheceu, no entanto, que “é preciso haver concorrência leal”, com “regras transparentes e objetivas”, tal como têm exigido os taxistas.

Marques Mendes, que falava no seu espaço habitual na SIC, comentou também a sucessão de Passos Coelho na liderança do PSD, assunto trazido à baila esta semana por Maria Luís Albuquerque numa entrevista ao Diário de Notícias. Na sua opinião, há “três candidatos prováveis” - a própria ex-ministra das Finanças, Rui Rio e Luís Montenegro, líder da bancada parlamentar do PSD.

Sobre o debate parlamentar desta semana, em que foi discutido o Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas, Marques Mendes deu a entender que ficou muito por discutir. “Ficámos sem saber se o défice vai ser ser cumprido, se vai haver medidas adicionais”. As questões “de fundo, que têm a ver com a vida das pessoas, ficaram em aberto”, afirmou o comentador, que teve tempo ainda para analisar os acordos do PS com o BE e PCP. “Fazendo uma análise fria e objetiva, julgo que a coligação é sólida o suficiente para durar este ano e pelo menos até às eleições autárquicas”.