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CGTP e UGT comemoram dia do Trabalhador

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A CGTP e a UGT assinalam este domingo o Dia do Trabalhador e esperam a participação de milhares de pessoas nas celebrações, centradas em Lisboa e em Viseu

O líder da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), Arménio Carlos, estará este domingo em Lisboa, onde se realiza o habitual desfile entre o Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henriques, que terminará com um comício. A União Geral dos Trabalhadores (UGT) comemora o Dia do Trabalhador em Viseu, sob o lema “Crescimento, Emprego e Igualdade”, que conta com o habitual comício sindical, com a participação do seu líder, Carlos Silva. Os líderes sindicais esperam a participação de milhares de pessoas nas celebrações.

Em declarações à Lusa, Arménio Carlos e Carlos Silva assinalaram que no 1.º de Maio deste ano Portugal atravessa um clima de paz social devido à mudança do quadro político. “A nossa expectativa é boa, pois comemora-se o 1.º de Maio num novo quadro político, na sequência da luta da população que levou à queda do Governo PSD/CDS-PP, e que se traduziu na reversão dos cortes e na reposição de direitos”, disse Arménio Carlos. Carlos Silva considerou que o país está a viver “alguma paz social que o Governo tem conseguido manter” e reconheceu que “o movimento sindical tem de saber o que pedir e quando pedir”.

O Dia do Trabalhador evoca os acontecimentos de 1 de maio de 1886, em Chicago, quando milhares de trabalhadores se manifestaram naquela cidade norte-americana para reivindicar a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias. Os protestos prolongaram-se por vários dias e, a 4 de maio, dezenas de pessoas foram mortas pela polícia na sequência de confrontos entre manifestantes e as forças policiais. Na sequência dos protestos, cinco sindicalistas foram condenados à morte e três condenados a pena de prisão perpétua.

Em Portugal, só a partir de maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril que derrubou a ditadura) é que se voltou a comemorar livremente o 1.º de Maio e a data passou a ser um feriado, já que a comemoração era reprimida pela polícia durante a ditadura do Estado Novo.