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Um terço das escolas não vão ter avaliação externa este ano

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Tiago Miranda

O Ministério da Educação informou que 67% das escolas optaram por um dos modelos de avaliação que estavam disponíveis - ou por ambos. De fora ficam 33% das escolas que não vão aplicar nenhuma das opções este ano

Um terço das escolas optaram por não ter qualquer modelo de avaliação externa dos alunos este ano, segundo mostram os dados divulgados este sábado pelo Ministério da Educação, relativamente às opções das escolas quanto à realização ou não provas de aferição ou provas nacionais.

A nota do ministério da Educação informa que 57% das escolas comunicaram a sua intenção de realizar, já este ano, as provas de aferição dos 2.º, 5.º e 8.º anos de escolaridade, considerando ser “uma amostra significativa para proceder a uma aferição válida do sistema”. Segundo a decisão da tutela em março, as escolas tinham de comunicar até ao final do mês de abril, que termina este sábado, qual a sua intenção em relação à avaliação externa.

Menos de 8% das escolas decidiram realizar essas provas de aferição em conjunto com as provas dos 4.º e 6.º anos (uma espécie de exames nacionais a Português e Matemática, mas que não terão peso na classificação final dos alunos). Há ainda 2% das escolas que optaram por realizar apenas estas provas dos 4.º e 6.º anos.

Assim sendo, 67% das escolas optaram por um dos modelos, ficando de fora 33%. Isso significa que um terço do total de escola não vão ter qualquer tipo de avaliação externa.

Ano de transição

Este já tinha sido definido como um ano de transição para as escolas. Em março, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, informou que seria dada a possibilidade de as escolas avançarem ou não com o modelo das provas de aferição no 2.º, 5.º e 8.º, anunciadas em janeiro como obrigatórias e em substituição da avaliação por exames nacionais no 4.º e no 6.º.

A segunda exceção aberta pelo Ministério da Educação permitia que as escolas continuassem a realizar as provas nacionais do 4º e do 6º anos.

Até ao final do mês de abril, as escolas tinham de comunicar a decisão ao Júri Nacional de Exames, devidamente fundamentada e depois de ouvido o respetivo conselho pedagógico.

Na nota enviada este sábado, o Ministério da Educação “agradece o empenho de todos os diretores, independentemente da sua decisão, na mobilização de cada comunidade escolar para a opção que, neste ano transitório, consideraram ser a mais conveniente.

Ainda em março, o Governo anunciou o calendário das provas de aferição deste ano: no caso do 2.º ano, acontecem a 6 de junho (Português e Estudo do Meio) e a 8 de junho (Matemática e Estudo do Meio), às 10h30.

As de Matemática e Português do 5.º ano realizam-se nos mesmos dias à mesma hora. E as do 8.º realizam-se também a 6 e 8, mas às 14h30.

Já quem quiser realizar provas no 4.º e do 6.º ano pode aplicar esses testes entre 23 de maio e 3 de junho.