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Prémio Miguel Portas com três vencedores

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O Prémio Miguel Portas teve a sua primeira edição em 2014, criado pela Associação Cultural Miguel Portas, constituída por familiares e amigos

António Pedro Ferreira

A 2ª edição do Prémio Miguel Portas teve como tema “Entre Pontes e Margens - Migrações” e foi atribuído a três projetos, promovidos por diferentes associações em Portugal

O Prémio Miguel Portas 2016, entregue este sábado, teve três projetos vencedores: MUNDIFICAR, Migrantour e EmPoderar, promovidos por três associações diferentes. Nesta segunda edição do prémio, o tema em causa era “Entre Pontes e Margens - Migrações”, destacando o contributo que Miguel Portas deu para este tema.

Um dos projetos premiados, o “MUNDIFICAR - Para a Integração de imigrantes na região de Viseu”, promovido pela Associação para o Desenvolvimento Rural de Lafões, visa a luta contra a discriminação dos imigrantes no distrito de Viseu.

O projeto resultou, em parte, da constatação de uma falta de intervenção por parte de instituições e de redes sociais da região, e têm sido realizadas diferentes actividades com o objetivo de aumentar a capacitação política dos imigrantes ou melhorar o seu acesso à saúde, por exemplo. Foi também atribuído um prémio a estudantes imigrantes.

O “Migrantour – Percursos Interculturais Urbanos” foi o segundo premiado e é promovido pela Associação Renovar a Mouraria. O projeto consiste em percursos urbanos com guias migrantes, apresentando a nova diversidade do bairro histórico da Mouraria, que tem uma população multiétnica.

Na comunidade residente no bairro, 25% da população é imigrante, representando 51 nacionalidades. Os percursos organizados são destinados a crianças e jovens em idade escolar e à comunidade em geral.

O terceiro premiado foi o “EmPoderar – do sonho à ação”, promovido pela Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade entre Mulheres e Homens. O centro deste projeto é a comunidade de ciganos e, especificamente, de jovens mulheres, que são objeto de discriminação e exclusão. Um dos objetivos é enfrentar a distância entre as instituições públicas e as comunidades ciganas.

As participantes deste projeto são 11 jovens entre os 18 e os 33 anos, do concelho do Seixal, na sua maioria com filhos menores a cargo. O projeto tem em conta todo o trabalho de cuidado, tempos de amamentação e presença de crianças pequenas, reconhecendo o papel destas mulheres como principais ou únicas cuidadoras. A maior parte das jovens concluiu apenas o 1º ciclo do ensino básico.

Celebrar o legado de Miguel Portas

Foi a Associação Cultural Miguel Portas, constituída em 2014 por familiares e amigos do Miguel Portas, que instituiu o Prémio Miguel Portas. Nesse mesmo ano, realizou-se a sua primeira edição.

O lançamento da iniciativa pretende assim celebrar o seu legado material e imaterial, assim como premiar iniciativas, atividades, obras ou projetos de âmbito cultural, social, artístico ou político que contribuíssem para causas humanistas e civilizacionais - ideais constantes na atividade profissional e na intervenção cívica e política do Miguel Portas.

O Prémio é apoiado financeiramente pela Fundação Calouste Gulbenkian, local da sessão de entrega dos prémios este sábado, contando com a participação de Augusto M. Seabra e Miguel Vale de Almeida, membros do júri, do jornalista José Manuel Rosendo e de Nuno Portas, presidente do júri.